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Brasil cede empate para a Itália e continua à procura de um time

21 mar 2013
18h31
atualizado às 19h01

Ainda não foi nesta quinta-feira que a Seleção Brasileira voltou a vencer um adversário de tradição. No segundo amistoso sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o ainda desentrosado time canarinho até abriu dois gols de vantagem no primeiro tempo de jogo contra a Itália, com gols de Fred e Oscar. Mas De Rossi e Balotelli igualaram a partida em 2 a 2 na etapa complementar, na cidade suíça de Genebra.

À procura de uma formação ideal para a Seleção, Felipão promoveu uma série de testes no decorrer do amisto. O veterano Kaká foi a primeira aposta do treinador, na vaga de Oscar, mas não chegou a encantar - como já não havia feito o seu concorrente Ronaldinho Gaúcho na derrota por 2 a 1 para a Inglaterra. A entrada de Fernando como titular da contenção do meio-campo também não reduziu sensivelmente os sustos para a defesa.

Dessa forma, Felipão tentará se aproximar um pouco mais da meta de encontrar um competitivo time titular para o Brasil diante da Rússia, na próxima segunda-feira, na capital inglesa de Londres. Será uma das últimas oportunidades de preparar a sua equipe para a Copa das Confederações deste ano - torneio que também contará com a participação da Itália.O jogo - A Seleção Brasileira entrou em campo em Genebra liderada por Neymar. Primeiro da fila que se formou para as execuções dos hinos nacionais, o atacante do Santos parecia concentrado para finalmente ter uma atuação convincente. Só não resistiu por um momento, quando percebeu que estava sendo filmado e abriu um sorriso com o canto da boca.

O que mais Felipão queria nesta semana era dar motivos para os torcedores também darem risada. Para isso, preocupou-se primeiro em preencher alguns buracos que percebeu no meio-campo brasileiro na derrota para a Inglaterra. Fernando foi o encarregado de conter a movimentação da Itália, que incomodava Júlio César com chutes e cruzamentos constantes de Balotelli e Osvaldo, e mostrou personalidade até para cobrar uma falta com força.

Ainda no ataque brasileiro, Neymar se incumbiu de atuar mais recuado e auxiliar Oscar na armação de jogadas. Começou o amistoso com boas inversões de jogo e carregadas de bola. E até caiu menos em campo. A única vez em que foi acusado de simulação pelos italianos no primeiro tempo ocorreu em uma disputa com o veterano Pirlo. Fred, com a mesma disposição, mais tarde respondeu com escorregão e carrinho em De Rossi - lance punido com o cartão amarelo.Apesar da voluntariedade do Brasil, a Itália ainda era mais presente no ataque. A Seleção de Scolari esbarrava na marcação adversária quando estava no setor ofensivo, falhava em algumas trocas de passes e não conseguia desafogar o jogo pelas laterais do campo. Filipe Luís queria mais marcar do que avançar na esquerda, enquanto Daniel Alves pedalava sem objetividade na direita.

Aos 32 minutos, Filipe Luís acertou um cruzamento. A bola foi desviada no meio do caminho e encontrou Fred livre de marcação na ponta direita. O centroavante que contestava Mano Menezes não hesitou para chutar firme, abrir o placar e dar um pouco mais de tranquilidade para Felipão trabalhar. O gol também ajudou o Brasil a se soltar em campo contra a Itália.

Aos 40, Neymar fez boa jogada pelo meio e enfiou a bola para Hernanes, que caiu na área por causa de dividida com De Sciglio e pediu o pênalti. O árbitro suíço Stephan Studer mandou o jogo seguir. Um minuto depois, não houve como derrubar Oscar. Neymar correu novamente pelo meio e acionou o meia do Chelsea, que finalizou no canto de Buffon para ampliar o marcador.No intervalo, a vantagem brasileira dividiu os jogadores. Fred já falava em confiança para a Copa do Mundo de 2014 adquirida com uma grande apresentação, enquanto Júlio César reclamava dos erros de marcação e de passe no meio-campo. Pela Itália, era unânime de que o time precisava mudar na segunda etapa. O técnico Cesare Prandelli fez a sua parte e colocou El Shaarawy e Cerci nos lugares de Osvaldo e Pirlo.

As alterações surtiram efeito. Mais ofensiva, a Itália conseguiu descontar logo aos oito minutos, através de uma cobrança de escanteio. Daniel Alves errou na tentativa de cortar a bola, que sobrou para De Rossi concluir com categoria. Pouco depois, aos 12, Balotelli percebeu Júlio César adiantado e mandou a bola no ângulo. Tudo igual, para toda aquela confiança de que Fred desfrutava se esvair. Felipão, de imediato, mandou os reservas aquecerem.

A primeira opção do treinador foi Kaká, bastante aplaudido ao substituir Oscar. Apesar de a Itália ter continuado melhor em campo, Prandelli também mexeu. Promoveu a entrada de Poli na vaga de Giaccherini ao mesmo tempo em que Felipão investiu no estreante Diego Costa no posto de Fred. Com tantas mudanças, a partida ficou menos emocionante e mais brigada. Os italianos chegaram a pedir cartão vermelho para Filipe Luís (que ficou com o amarelo) por falta feia em Poli, e Balotelli peitou Hernanes depois de uma disputa de bola.Os testes dos treinadores prosseguiram nas duas equipes, aumentando o desentrosamento da Seleção Brasileira. A Itália tentou aproveitar para vencer a partida. Balotelli teve ótima chance para anotar o gol da vitória em mais uma falha de marcação do Brasil, porém Dante apareceu para travar a jogada, aos 30 minutos. Àquela altura, não perder para mais um time de tradição já parecia suficiente para um preocupado Luiz Felipe Scolari.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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