Os representantes legais de pelo menos quatro processos de ex-jogadores da liga de futebol americano (NFL), relacionados com as concussões cerebrais que dizem ter sofrido enquanto estavam em atividade por alguma equipe profissional, foram unificados na Filadélfia, onde poderão aparecer mais casos.
Um grupo de especialistas jurídicos aprovou as solicitações da NFL e dos advogados dos que estão fazendo o processo para tratar na Filadélfia os casos similares diante da juíza Anita B. Brody, que chegou ao cargo em 1992 após ser nomeada pelo presidente George H. W. Bush.
Os advogados representam mais de 300 jogadores aposentados ou suas esposas, entre eles Jim McMahon, duas vezes vencedor do Super Bowl, que acusam a NFL dos efeitos negativos que sofrem, como demência e danos cerebrais devido às concussões que tiveram quando ainda atuavam.
O advogado Larry Coben, da Filadélfia, disse que a decisão era a correta porque permitiria à juíza ter o maior número de processos em um ambiente organizado e onde todos os problemas legais, médicos e científicos possam ser considerados.
Os atletas acusam a liga de negligência e conduta mal-intencionada em sua responsabilidade nas dores de cabeça, enjoos e demência que os mesmos comunicaram. Alguns dizem que não têm sintomas, mas querem ser revisados para prevenir futuros problemas de saúde.
O ex-jogador do Minnesota Vikings Brent Boyd foi descrito pelos advogados como o único jogador com vida a ser diagnosticado com encefalopatia traumática crônica.
A doença degenerativa do cérebro, conhecida como CTE, foi encontrada com frequência em autópsias de pessoas que tiveram lesões na cabeça, incluindo pelo menos 12 de ex-jogadores da NFL e da liga americana de hóquei no gelo (NHL).
A NFL , no entanto, alega que os processos ficaram prescritos em virtude dos acordos de negociação coletiva dos atletas.

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