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Arthur Zanetti livra "maldição" da ginástica brasileira em Olimpíada

6 ago 2012
12h53
atualizado às 13h08

Sem figurar como o principal favorito para a medalha de ouro nas argolas, Arthur Zanetti derrubou o campeão olímpico e mundial, o chinês Yibing Chen, para subir no lugar mais alto do pódio nos Jogos Olímpicos de Londres e quebrar uma grande maldição que atingiu o esporte no País nos últimos anos. A primeira honraria recebida pela modalidade na história quebra a sensação do "quase" na modalidade, mesmo com a presença de competidores figurando entre os grandes nomes em alguns aparelhos.

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Depois do crescimento meteórico da ginástica artística no início da última década, impulsionado especialmente pelo título mundial de 2003 de Daiane dos Santos, o Brasil desembarcou em duas Olimpíadas seguidas como favorito, mas somente conseguiu um lugar no pódio em 2012, oito anos depois do primeiro evento olímpico no qual o País enxergou a modalidade com uma maior atenção, sonhando com um representante no pódio ao lado de russos (russas), chineses (chinesas), americanos (americanas) e etc.

Credenciada pelo inédito título mundial no solo em 2003, Daiane dos Santos desembarcou em Atenas como a principal favorita para, inclusive, a medalha de ouro. Tratada como revolucionária no aparelho, especialmente pela criação do salto "Dos Santos" (duplo twist carpado) e a apresentação com direito à trilha-sonora com Brasileirinho, a ginasta chegou lesionada à Olimpíada e passou longe do pódio ao terminar na quinta posição.

Quatro anos depois, Daiane novamente chegara aos Jogos com boa possibilidade de quebrar o jejum da já respeitada ginástica brasileira e ainda recebeu uma companhia masculina. Bicampeão mundial do solo (2005 e 2007), Diego Hypólito desembarcou na Olimpíada de Pequim como o grande nome da ginástica no aparelho, e favorito absoluto ao ouro (situação comparável com a de Yibing Chen nesta segunda-feira).

Apesar da reputação de Daiane e Diego, a ginástica saiu zerada da China. Finalista, Daiane piorou em relação a Atenas e acabou o exercício do solo no sexto posto. A equipe feminina, embora tenha alcançado pela primeira vez a decisão, passou longe do pódio (oitava posição). Grande esperança após as quedas das mulheres, Hypólito, por sua vez, falhou, e de uma maneira que o marcou.

Praticamente intocável no solo até os Jogos de Pequim, Diego iniciou a eliminatória na liderança e em grande estilo. Na decisão, contudo, decepção. Na última passada de sua série, Hypólito caiu no solo e abandonou a briga por medalhas, aumentando a sensação de fracasso da modalidade em competições olímpicas, apesar das vitórias em etapas de Copas do Mundo e Mundiais. O favoritismo, assim como com Daiane, pesou contra o principal nome da ginástica masculina até o momento.

Consagrado com o ouro nas argolas, Zanetti não desembarcou em Londres como o nome mais badalado da delegação masculina da modalidade. Por outro lado, mesmo longe dos dias de campeão do mundo e convivendo com grandes lesões, Diego Hypólito buscava em Londres apagar as péssimas lembranças do evento. Contudo, uma nova queda na apresentação do solo, ainda nas eliminatórias, frustrou ainda mais a grande referência da modalidade.

Referência, esta, que pode mudar a partir da segunda-feira. Mesmo colhendo resultados expressivos nos últimos anos, Zanetti conseguiu uma exposição parecida com Daiane e Diego (e outros nomes como Jade Barbosa e Danielle Hypólito) somente com o ouro olímpico. O jovem atleta, 20 anos, sem a exposição de outros colegas, foi o "improvável" responsável por quebrar o estigma de fracasso na modalidade.

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Zanetti acabou com o estigma do "quase" para a ginástica brasileira
Zanetti acabou com o estigma do "quase" para a ginástica brasileira
Foto: Reuters
Fonte: Terra
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