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Georgette Vidor mostra desilusão com situação ruim da ginástica

17 mar 2013
21h22
atualizado às 21h27
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No início do ciclo olímpico que vai culminar com a participação na Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016, Georgette Vidor esperava que os investimentos no esporte e, especialmente, na ginástica fossem maciços. Mas de outra forma, o que a coordenadora da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) encontrou foi uma entidade tendo de contar dinheiro para enviar atletas para as principais competições e, além disso, um dos clubes mais tradicionais do país fechando as portas do seu departamento de ginástica.

<p>&quot;Esperava situa&ccedil;&atilde;o diferente&quot;, confessou Georgette</p>
"Esperava situação diferente", confessou Georgette
Foto: Giuliander Carpes / Terra

“Confesso que eu esperava uma situação bem diferente. Esperava mais investimento e o que eu vejo neste início de ano é uma confederação contando dinheiro e tendo de fazer escolhas financeiras em detrimento das técnicas. É uma pena. Vamos ver se a gente consegue mais algum apoio”, disse Georgette durante o último dia da seletiva nacional de ginástica, em Três Rios (RJ).

Além do investimento, a ginástica perdeu estrutura. “O Flamengo acabar com a equipe foi um baque muito grande para nós. Principalmente para nós que somos flamenguistas, eu que fui criada dentro do clube. Jamais poderia esperar uma coisa dessas. E faltou muito respeito com os atletas. A forma como eles foram comunicados do fim não foi a ideal”, lembrou a coordenadora da CBG. “Agora precisamos fazer um esforço para achar um ginásio para estes atletas. Já falei com deus e o mundo e estamos tentando viabilizar alguma alternativa no Rio nos próximos meses.”

Por outro lado, Vidor mostrou esperança de que possa haver uma boa renovação da seleção brasileira de ginástica. Daiane dos Santos se aposentou após a Olimpíada de Londres e Daniele Hypolito deve fazer um esforço para competir no Rio. As mais jovens precisam ocupar suas vagas e tentar atingir marcas ainda mais expressivas.

“O ouro olímpico da ginástica feminina brasileira acho que vai demorar mais do que quatro anos ainda. Nossa meta para 2016 é classificarmos uma equipe ainda melhor do que a que foi a Londres”, afirmou Georgette depois de assistir por dois dias algumas das melhores do país no interior fluminense.   

“Tem um grupo aqui que ainda é jovem, mas promissor. Provavelmente não vai entrar agora na seleção, mas com um pouco mais de trabalho logo vão integrar a equipe. De qualquer forma, a ideia desta seletiva é fazer com que este grupo de treinadores que estava aqui pudesse fazer um intercâmbio de informações e perceber em que nível estão seus atletas em relação aos outros. Para isto, é uma competição muito importante. A seleção pode ser alterada ali na frente. Nós queremos sempre contar com os melhores.”

Fonte: Terra
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