0

Ginástica do Brasil ganha "adversária de Nadia Comaneci" como aliada

26 set 2012
19h17
atualizado às 19h24

A ginástica feminina brasileira ganhou uma importante aliada para os próximos anos. A bielorrussa Nellie Kim, dona de seis medalhas olímpicas como atleta, foi contratada como consultora internacional do Movimento LiveWright. Apesar deste projeto ser liderado pela iniciativa privada e ter pouca relação direta com a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), algumas atletas da Seleção Brasileira serão beneficiadas com os conselhos de Kim.

Bruna Leal, Ethiene Franco e Harumi Freitas, que fizeram parte da Seleção Brasileira na Olimpíada de Londres, são integrantes de um grupo de 20 atletas que treinam no Centro de Excelência de Ginástica (Cegin), administrado pelo Movimento LiveWright. A principal vantagem que elas terão com o trabalho que Kim desenvolverá é o acompanhamento do conteúdo técnico de suas séries e coreografias por parte de uma referência da ginástica mundial.

Nellie Kim é um dos maiores nomes da modalidade na história, e conhecida como uma das grandes adversárias da romena Nadia Comaneci, considerada a maior de todos os tempos. Além de ter cinco ouros olímpicos no currículo, conquistados entre os Jogos de Montreal-1976 e Moscou-1980 pela extinta União Soviética, ela já foi téreinadora e hoje é presidente do comitê técnico da ginástica artística feminina da Federação Internacional de Ginástica (FIG). Todo este know-how poderá ser aproveitado pela equipe do Movimento Live Wright, desde o alto rendimento até à base.

Nos próximos dias, Kim conhecerá o Cegin, localizado em Curitiba, assim como o projeto Escolas de Talento, que está espalhado pelo Paraná e tem como objetivo revelar novos talentos.

"É um projeto fantástico, que poderia ter em outros países. Como membro da FIG, tenho que cuidar de todas as federações de uma maneira neutra e imparcial. Mas estarei aqui para ajudar o máximo que puder", disse Kim em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira em um shopping center de São Paulo.

Kim poderá ter um papel fundamental na performance do trio da Seleção Brasileira que faz parte do Movimento LiveWright. No próximo ano deverá entrar em vigor um novo código de pontos na ginástica, ação que a FIG adota após todas as Olimpíadas. A tendência, segundo Kim, é que a ginástica dará mais liberdade e irá valorizar mais na pontuação das atletas os movimentos artísticos e criativos. Para exemplificar isso, ela usou Daiane dos Santos e Daniele Hypolito.

"Sempre vejo mais o lado artístico na performance feminina. A grande mudança que deverá haver será na parte artística e da criatividade. Quando você fala da Daiane e da Daniele, elas têm capacidade de fazer elementos difíceis, mas perdiam pontos em detalhes pequenos, como na aterrissagem e em pequenos passos", falou.

Apesar da crítica pontual, a campeã olímpica em provas como solo e salto fez questão de elogiar a melhora na ginástica feminina brasileira.

"A evolução da ginástica feminina brasileira está voando. Lembro que na década de 70 e 80 a ginástica brasileira praticamente não existia. Hoje há muitos nomes, atletas com medalhas em Campeonatos Mundiais e agora um campeão olímpico (Arthur Zanetti)", disse Kim.

Até 2016, a consultora deverá vir ao Brasil mais três ou quatro vezes para acompanhar o andamento da ginástica feminina das atletas do Movimento LiveWright.

Fonte: Lancepress!

compartilhe

publicidade