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Supervisor projeta melhora ideal na ginástica do Brasil só em 2020

2 set 2012
07h39
atualizado às 08h22
João Paulo Di Medeiros
Direto de Goiânia

Em meio ao Campeonato Brasileiro de Ginástica e à segunda etapa do Circuito Caixa da modalidade, estão acontecendo em Goiânia as seletivas para ginastas das categorias infantil e juvenil. De olho no futuro, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) seleciona jovens valores que integrarão as seleções de base da ginástica brasileira. A expectativa é que o esporte evolua na Olimpíada de 2016, mas só deve chegar ao ponto ideal em 2020.

Entre os dias 5 e 8 de outubro acontecerá em Cochabamba, na Bolívia, o Campeonato Sul-Americano Infantil e Juvenil de Ginástica Artística Feminina e Masculina. Por isso a CBG está fazendo seletivas para observar jovens e formar um grupo de 20 atletas que defenderão o Brasil no torneio.

São cinco garotos entre 13 e 14 anos e cinco garotas entre 11 e 12 anos para a categoria infantil. No juvenil, as cinco garotas estão na faixa etária entre 13 e 15 anos, enquanto os meninos entre 15 e 18.

O supervisor de seleções da CBG e ex-ginasta Klayler Mourthé está em Goiânia para observar essas seletivas e falou sobre o futuro da ginástica brasileira. Sem querer citar os nomes das jovens promessas, Mourthé contou que a nova geração é promissora e que a CBG está trabalhando para que o esporte cresça de forma consistente nos próximos anos.

O primeiro ponto observado pelo dirigente é a mudança da mentalidade com que a CBG está encarando o processo de formação do atleta. Embora as atenções estejam sempre voltadas para os Jogos Olímpicos em 2016, no Rio de Janeiro, Mourthé explicou que 2020 é considerado o prazo ideal.

Klayler Mourthé explicou que, para que a modalidade cresça no País e possa se tornar uma grande ganhadora de medalhas olímpicas, é necessário se pensar em mais de um ciclo olímpico por vez. Isso porque, se a preparação englobar oito anos da carreira de um atleta, conseguirá o formar desde a base.

O dirigente explicou que, no entanto, não existe uma fórmula mágica para que isso ocorra e que o Brasil não pode dar um passo maior que as próprias pernas. Até por isso, Mourthé acredita que em 2016 o Brasil poderá ficar satisfeito se conseguir duas medalhas.

"Acho que podemos trabalhar com uma ou duas medalhas olímpicas e aumentar principalmente o número de finais. Olha o caso do Zanetti, ficou pouco menos de três décimos na frente do quarto colocado, qualquer um que esteja na final pode ser medalhista", destacou.

Mourthé acredita que a ginástica brasileira ganhou uma relevância maior com o feito de Arthur Zanetti e que, por isso, pode receber mais investimentos. Para o supervisor, uma das chaves para o sucesso é a aquisição de aparelhagens modernas e a construção de novos centros de treinamento.

Quanto aos aparelhos, Mourthé disse que está em trâmite a aquisição de aparelhos homologados pela Federação Internacional de Ginástica para que os atletas treinem com o que tem de melhor.

Quanto a novos centros de treinamento, o dirigente disse que o projeto é para que mais centros sejam construídos em outras regiões do País. "Imagina só, a gente tinha apenas o (Centro de Treinamento) de Curitiba, agora temos o do Rio de Janeiro que não deixa a desejar, mas temos 200 milhões de habitantes, e dois é um número muito pequeno", salientou.

Mesmo sem querer citar os nomes dos jovens atletas que estão sendo observados para compor as seleções de base, Mourthé elogiou reiteradas vezes a ginasta Rebeca Andrade, 13 anos, que venceu a primeira etapa do Troféu Brasil, desbancando nomes como Daniele Hypólito e Jade Barbosa.

O dirigente explicou o motivo dos cuidados com os nomes. "Não queremos colocar pressão nesses garotos, o que temos que fazer é garantir que surjam vários nomes como o dela, e que a seleção seja forte", destacou.

Klayler Mourthé entende que o ideal é preparar ginastas para ciclos de 8 anos
Klayler Mourthé entende que o ideal é preparar ginastas para ciclos de 8 anos
Foto: João Paulo di Medeiros / MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra
Fonte: MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra

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