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Odone rebate críticas e alerta: "vamos afundar Grêmio e Arena"

25 mar 2013
13h16
atualizado às 15h46
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Cansado de ouvir criticas sobre o contrato que assinou com a OAS, construtora responsável por erguer a Arena Gremista, o ex-presidente Paulo Odone convocou na manhã desta segunda-feira uma entrevista coletiva para rebater as criticas que vem recebendo dos atuais dirigentes do clube. Uma das principais acusações é de que o contrato assinado é nocivo às finanças do clube, podendo causar uma possível falência do Grêmio em um curto espaço de tempo.

No contrato indica que o Grêmio fica com 65% do valor da renda dos jogos e a OAS com 35%. Porém no valor da renda ainda é preciso descontar os gastos da abertura do estádio e descontar a parte que será destinada ao BNDS, banco que emprestou o dinheiro para a OAS construir a Arena, empréstimo que será quitado em sete anos.

Além do Grêmio ter que pagar R$ 41 milhões de reais por ano para a construtora por alugar todo o anel superior da Arena para realocar os sócios. Segundo o ex-presidente Odone este valor é pago com o que o clube arrecada no quadro social, segundo Odone R$ 74 milhões de reais ano, sobrando R$ 33 milhões de reais livres para o Grêmio.

<p>Divisão do valor da renda entre Grêmio e construtora tem gerado polêmica em Porto Alegre</p>
Divisão do valor da renda entre Grêmio e construtora tem gerado polêmica em Porto Alegre
Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA / Divulgação

Porém estes números são contestados pela atual gestão, que afirma que o Grêmio arrecada hoje com o quadro social o valor aproximado de R$ 55 milhões de reais por ano. Deste valor o clube tem que repassar R$ 41 milhões para construtora.

“A Arena não foi feita para dar lucro nos próximos sete anos, agora o Grêmio vai ter dificuldades se gastar acima das suas possibilidades orçamentárias e o presidente Koff está fazendo isto. Foi eleito para ser campeão do Mundo e da América e está gastando para isto e quer que toda a verba saia da OAS. Falam mal da parceria por burrice e não conhecem o contrato”, disse o ex-presidente Odone.

O ex-mandatário gremista também se referiu aos atuais dirigentes como periferia e fez questão de deixar claro que nunca ouviu uma critica do presidente Koff sobre o contrato entre Grêmio e construtora. Paulo Odone também destacou que o contrato assinado com a construtora foi debatido no conselho gremista.

“O projeto Arena foi amplamente discutido, foram 18 reuniões extraordinárias no Conselho Deliberativo e mais de 10 reuniões com as comissões do clube. Tudo passou no conselho, todos os documentos assinados e aprovados, com as contas auditadas e aprovadas”, destacou Paulo Odone.

Durante a coletiva, que durou aproximadamente uma hora, o ex-presidente gremista também alertou para o perigo que a atual parceria entre Grêmio e OAS corre caso as não haja um acerto entre a atual gestão e a construtora.

“O Grêmio e Arena juntos têm que turbinar o projeto. A Arena não tem vida ainda e se ficar do jeito que está nós vamos afundar o Grêmio, a Arena e todo o resto. É preciso turbinar o entorno do estádio. Esta parceria tem que andar junta. A Arena é do Grêmio e os gremistas podem se orgulhar disto”, destacou Odone, aproveitando para dar o contraponto em relação a declaração do atual presidente Koff, que recentemente disse que a Arena não é do Grêmio e que só será do Grêmio no término do contrato, daqui a 20 anos.

Fonte: Cristiano Leonardo S. da Silva Jornalismo - Especial para o Terra Cristiano Leonardo S. da Silva Jornalismo - Especial para o Terra
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