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Atacante "desaparece” e pode deixar o Guarani nesta semana

15 jul 2013
14h55
atualizado às 14h59
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Na última quinta-feira, Romarinho comunicou comissão técnica, diretoria e departamento médico que estava com uma virose e desde então não foi mais visto no Estádio Brinco de Ouro da Princesa. O “sumiço” do atacante irritou todos no Guarani, principalmente o técnico Tarcísio Pugliese, tanto que sua saída não foi descartada pelo presidente Álvaro Negrão.

Revelado nas categorias de base do próprio Guarani, Romarinho foi promovido ao profissional por Tarcísio Pugliese e atuou como titular nas três primeiras rodadas da Série C do Campeonato Brasileiro – Madureira, Mogi Mirim e Caxias -, ficando de fora do duelo diante do Grêmio Barueri, no último domingo. Sem entrar em maiores detalhes, o presidente disse que uma decisão deve ser tomada nos próximos dias, mas deixou no ar a possibilidade do jogador estar sendo assediado por empresários.

"Ele tem 30% pertencente ao Hugo Ardison e não estava satisfeito com a situação, conforme ele já havia declarado. Sabemos que os jogadores jovens podem ser assediados, mas estamos preparados para todas as situações. O Guarani é muito maior que qualquer jogador, presidente e comissão técnica", comentou Álvaro Negrão.

<p>Romarinho está com o futuro indefinido no Guarani</p>
Romarinho está com o futuro indefinido no Guarani
Foto: Warley Menezes/Guarani FC / Divulgação

Os direitos econômicos de Romarinho são divididos entre Guarani (50%), empresa Ardizzoni (30%) e Romarinho (20%). Recentemente, a diretoria pediu a abertura de um inquérito policial contra Marcelo Mingone, acusando o ex-presidente de ter repassado porcentuais dos passes de diversos atletas - entre eles Romarinho - que pertenciam ao clube para o empresário Hugo Ardison, proprietário da Ardizzoni.

Após o empate sem gols no último domingo, contra o Grêmio Barueri, Tarcísio Pugliese comentou sobre a situação de Romarinho e não poupou críticas ao atacante, dizendo que faltou “consideração” e “hombridade” com ele e os companheiros de grupo. Mesmo assim, o treinador evitou comentar se o jogador não seria mais aproveitado caso voltasse a treinar no Guarani.

"Vou falar independente da relação dele com o Guarani. Eu fui o treinador que dei oportunidade para ele. Estávamos fazendo um trabalho que fizesse ele melhorar como atleta em todos os aspectos e por isso esperava uma ligação, algum aviso prévio. Foi uma atitude estranha e que me decepcionou bastante. Faltou consideração, hombridade e não foi legal com o grupo de atletas. Não sei o que de fato está acontecendo e por isso não posso tomar qualquer posição", afirmou Tarcísio Pugliese.

O contrato de Romarinho com o Guarani vai até agosto de 2014, mas existe a possibilidade dele conseguir a rescisão junto à Justiça caso o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) esteja atrasado, conforme foi especulado. Álvaro Negrão prometeu verificar se os pagamentos do jogador estão em dia.

Fonte: André Regi Esmeriz - Especial para o Terra André Regi Esmeriz - Especial para o Terra
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