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Atletas do Icasa cogitam greve, mas presidente cita "balela"

18 ago 2014
23h26
atualizado em 19/8/2014 às 08h54
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O risco de uma nova ausência de equipe devido a atrasos salariais voltou a pairar no futebol brasileiro. Sem receber há dois meses e meio, atletas do Icasa cogitaram não entrar em campo diante do Vasco, sexta-feira, no Romeirão, pela 17ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Foto: Helio Suenaga/STR / Getty Images

De acordo com o presidente do Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Ceará (Safece), Marcos Gaúcho, a medida drástica só acontecerá caso a diretoria não chegue a um acordo com os jogadores do clube de Juazeiro do Norte.

"Não sou a favor de uma greve, porque tem de respeitar o torcedor que foi ao estádio, a imprensa. Mas a má gestão às vezes faz a gente tomar uma atitude mais drástica, como fez o Grêmio Barueri, que foi um sinal de alerta para quem gerencia os clubes. Na quinta-feira, nós do Sindicato vamos nos reunir com os jogadores e o clube e tentar resolver diplomaticamente a situação no Icasa, ou há a chance de os jogadores não entrarem em campo", declarou.

De acordo com Marcos Gaúcho, até atletas que saíram do clube vêm recorrendo ao Sindicato porque estão sofrendo ameaças da diretoria. "Jogadores que rescindem contrato são ameaçados de despejo do hotel no qual estão, e têm de fazer acordo com promissória. Outros sofrem com os atrasos salariais e comprovaram os problemas com os quais vêm convivendo", contou.

Os atletas do Icasa se amparam no Artigo 32 da Lei Pelé, que afirma que "é lícito ao atleta profissional recusar competir por entidade de prática desportiva quando seus salários, no todo ou em parte, estiverem atrasados em dois ou mais meses".

Questionado sobre a ameaça de os atletas do Icasa não entrarem em campo diante do Vasco, o presidente do clube, Francisco Paes de Lira, acusou o Sindicato de pressionar o clube. "É uma balela! O Icasa tem recurso e vai resolver todas as questões financeiras com os atletas. A função do Sindicato não é pressionar. Considero um ato inoportuno, eles tinham de acompanhar o nosso dia a dia, em vez de procurar o clube para fazer este tipo de ameaça", afirmou.

O presidente da Safece mostrou otimismo em um acordo para que o Icasa esteja em campo diante do Vasco. "Liguei para o Turatto (André Turatto, gerente de futebol do clube) e decidimos fazer esta reunião na quinta-feira, quando a delegação volta de Curitiba. Nenhum jogador tomou a decisão de não entrar em campo contra o Vasco, isto seria em último caso. Portanto, tenho otimismo quanto a um acordo e espero que o Icasa jogue, sim, na sexta-feira", declarou.

Antes do Vasco, curiosamente, o Icasa, 15º colocado, enfrentará nesta terça-feira outro clube que sofre a ameaça de greve de jogadores. Atualmente em 16º lugar, o Paraná traz quatro meses de atrasos de salários - e os jogadores deram um prazo até quarta-feira para uma decisão.

Na última sexta-feira, atletas do Grêmio Barueri não entraram em campo contra o Operário-MT, pela Série D, devido ao atraso salarial de quatro meses. Em solidariedade, atletas da equipe mato-grossense deitaram no gramado da Arena Barueri.

Fonte: Lancepress! Lancepress!
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