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Perrella isenta Grêmio por injúria racial

Sexta, 3 de julho de 2009, 10h18
Elicarlos sofreu com injúrias racistas por parte de torcedores gremistas
Elicarlos sofreu com injúrias racistas por parte de torcedores gremistas
03 de julho de 2009
Reuters


O presidente Zezé Perrella estava inquieto depois que o Cruzeiro enfrentou a pressão gaúcha e até injúrias raciais da torcida adversária para se classificar à final da Copa Libertadores da América. Fumando e com uma expressão satisfeita, ele andava de um lado para o outro nos vestiários do Estádio Olímpico. Só parava para cumprimentar efusivamente os jogadores do time mineiro e funcionários do Grêmio que encontrava.

Aos atletas do Cruzeiro, Perrella mais uma vez externou o seu apoio contra o racismo. Torcedores do Grêmio se inspiraram na confusão em que o atacante argentino Máxi López se envolveu com o volante Elicarlos em Belo Horizonte. Imitaram sons de macaco e fizeram outras ofensas semelhantes quando o cruzeirense substituiu Gerson Magrão no segundo tempo do jogo de volta das semifinais.

Com os dirigentes do Grêmio, Perrella não quis polêmica. Isentou todos de culpa pelos incidentes ocorridos no Olímpico na noite de quinta-feira. "Foi uma coisa lamentável, mas o Grêmio não tem nada a ver com essa hostilidade. Eles foram muito hospitaleiros conosco, como sempre. Infelizmente, você não consegue controlar a torcida. É impossível", afirmou o mandatário do Cruzeiro.

Já Máxi López não ganhou o perdão de Zezé Perrella. "Se ele tivesse pedido desculpas depois do que cometeu, eu nem estaria mais tocando no assunto. Mas ele quis dizer que nós, do Cruzeiro, estávamos mentindo. Isso é um absurdo. O que esse jogador fez foi triste, e a nossa diretoria incentiva o Elicarlos a seguir com o processo", afirmou.

Gazeta Press
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Terra - Brasil
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