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Punido pela Fifa, o Cruzeiro não pode negociar jogadores durante as próximas duas janelas para transferências internacionais (em agosto deste ano e no início de 2007). Ao receber a informação, o clube tratou de minimizar os efeitos da medida tomada pela entidade que rege o futebol.
Segundo a Fifa, o Cruzeiro induziu o zagueiro Moisés, hoje no Sporting de Lisboa, a deixar o Krylia-RUS em 2004. A organização ainda obrigou o clube mineiro a pagar uma multa rescisória de R$ 5,4 milhões. A equipe brasileira alega que o atleta saiu após ficar seis meses sem receber.
"Ficamos surpresos, pois a própria Fifa deu condição de registro provisório ao zagueiro Moisés quando consultada pela CBF. Entendemos que o Krylia entrou com essa ação não contra o jogador, mas sim contra o Cruzeiro", disse Valdir Barbosa, diretor de comunicação do clube.
O dirigente estava com os documentos enviados pela CBF e pela Fifa autorizando a inscrição e dando condições legais de jogo ao zagueiro Moisés. "Estamos tranqüilos, pois se esses dois documentos não valerem, o que vai valer? É a palavra da Fifa e da CBF", argumentou.
O time brasileiro já contratou o advogado gaúcho Eduardo Baethdieg, especialista no assunto, que vai entrar com uma liminar o mais rápido possível. O problema envolvendo o zagueiro Moisés não é o único enfrentado pelo Cruzeiro.
O clube luta para inscrever o meia Élson, que estava na Ponte Preta e tem vínculo com o Stuttgart. "O caso do Élson não há muita preocupação, porque ele não saiu do Brasil. A transferência vem da Ponte Preta, então é uma outra situação", explicou Barbosa.
O caso do meia Giovanni é mais delicado, já que ele veio do Benfica. "Essa é a questão que mais nos preocupa, pois não podemos inscrevê-lo devido a essa punição imposta pela Fifa. Mas tenho certeza que conseguiremos a liminar", completou o dirigente.
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