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Automobilismo
Quarta, 16 de agosto de 2006, 20h14 
Equipe Terra destaca dificuldades do Sertões
 
Reinaldo Marques/Terra
Equipe Terra ressalta preparação para o Rally dos Sertões
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Depois de percorrerem um total de 3.878 quilômetros, divididos em nove etapas entre Goiânia e Porto Seguro, os pilotos da Equipe Terra, Sylvio Barros, Carlos Ambrósio, e Laerte Mazza Filho concluíram, no último dia 8 de agosto, suas participações na 14ª edição do Rally Internacional dos Sertões.

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Ambrósio, que fechou o Rally na 13ª posição na classificação geral, com o tempo total de 28h12min11s, diz que os Sertões não é uma prova para iniciantes. "Na verdade, ele tem se tornado cada vez mais difícil, já que é uma etapa do campeonato mundial. A sugestão, para quem deseja tentar, é treinar e participar de competições antes", disse Ambrósio, ao Chat do Terra.

Na categoria Super Production Aberta, Ambrósio manteve a 4ª posição, atrás apenas dos três primeiros colocados na Geral, a dupla de pilotos franceses Cyril Despres e David Casteau e o brasileiro Jean Azevedo.

Laerte Mazza Filho ficou em 14º na classificação geral e em 6º na categoria Production Aberta. Quem também melhorou a colocação na categoria foi Sylvio Barros. Ele terminou em 5º lugar. O piloto ainda subiu uma posição na classificação geral, terminando na 17ª colocação.

Os três pilotos são empresários e levam funções da vida profissional para a estrada. "Um rali envolve tempo, planejamento, concepção de projeto, financiamento e administração de pessoas", de acordo com Barros. É necessário saber administrar os imprevistos, então o que seria um hobby tornou-se um complemento profissional, além de uma válvula de escape para o stress diário da vida de cada um.

Durante a prova, não há tempo para se pensar em problemas pessoais, notícias e sexo, afirma Sylvio Barros. Mas mesmo assim, ele conta que dá atenção à família e telefona todos os dias do campeonato para avisar que chegou bem.

No decorrer do percurso, os competidores recebem o apoio rápido, que os acompanha na entrada dos trechos cronometrados, e o logístico, encontrado ao final de cada dia e que leva a estrutura de dormitório, ferramentas e oficinas.

Os pilotos dormiam em média cinco horas por noite. No final da etapa, dormir tornava-se algo um pouco mais complicado, pois a noite era reservada para os preparos na planilha do percurso, além de ajustes mecânicos.

A prova possui um alto nível de desgaste físico e o competidor chega a ficar de oito a dez horas pilotando a moto. Durante a prova, a velocidade máxima das motos é limitada a 160 km/h, mas existem modelos que podem chegar a 200 km/h, dependendo da preparação.

São 300 veículos, entre organização e competidores do Rally dos Sertões, que atravessam as cidades e são recepcionados pela festa e curiosidades dos moradores, que oferecem todos os tipos de ajuda.

A equipe médica é muito bem estruturada e é composta por um helicóptero de resgate. Os médicos são treinados para emergências características da prova e os pilotos possuem um código, caso haja um acidente. Eles devem parar e avisar, por meio do rádio, o resgate, que localiza o ferido pelo GPS.

No quarto dia do percurso, a etapa mais difícil, cerca de cinco pilotos deixaram a competição com vários tipos de fratura.

O próximo desafio dos pilotos já tem data marcada, no próximo dia 7 de setembro eles competem pela RN 1500, em Natal.


 

Redação Terra