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O ex-jogador Roberto Assis, irmão e representante de Ronaldinho, defendeu a participação do craque do Barcelona na Copa do Mundo passada, em que o jogador de 26 anos não obteve destaque positivo.
"Tudo depende do coletivo. Para que um jogador se destaque, este depende do coletivo, algo que não aconteceu na última Copa", disse Assis à Rádio Bandeirantes.
O representante do meia-atacante do Barcelona destacou que as glórias obtidas por Ronaldinho em um passado muito recente acabaram colocando nas costas dele uma responsabilidade muito grande.
Nos últimos anos, o jogador havia sido considerado o melhor do mundo por duas vezes, além de ter sido bicampeão espanhol e de ter vencido a Copa dos Campeoões da Europa.
"Temos de entender que ele vinha de um ano maravilhoso, em que foi eleito melhor do mundo e ganhou a Copa dos Campeões, coisas que lhe renderam uma responsabilidade enorme, além do favoritismo do Brasil", disse.
Falando sobre o favoritismo do Brasil, Assis disse que este deveria ser debitado na conta de jornalistas e torcedores, dividindo, assim, de maneira mais igualitária a responsabilidade pelo fracasso da Seleção.
"Pagamos um preço por tudo que falaram e o futebol arte acabou não sendo apresentando. Dizíamos que o Brasil já era campeão, deveríamos ter dividido isso e não colocar apenas na conta de Cafu, Ronaldinho e Ronaldo", defendeu.
Questionado se Ronaldinho teria atuado fora de sua posição, o ex-jogador de Grêmio e Vasco respondeu, de maneira irritadiça, que o atleta do Barcelona estava enquadrado em um planejamento, do qual não poderia se pensar em si próprio e sim no coletivo.
"Se a pessoa se propõe a fazer uma coisa, esta tem de procurar fazer o melhor para o grupo. Todos tentaram cumprir isso com seriedade e amor pelo Brasil", finalizou.
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