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A última quinta-feira foi marcada por mais um dia de paralisação por parte de um grupo de trabalhadores nas obras das instalações esportivas dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Desta vez, a paralisação foi nas obras do Complexo Esportivo do Autódromo, em Jacarepaguá.
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Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho, como aconteceu no início do mês no Engenhão, no Engenho de Dentro.
"Os operários viram as conquistas do pessoal do Engenhão e estão se organizando. Já recebemos muitas reclamações de pessoas que estão trabalhando em outras obras e eles estão querendo melhores condições", disse o diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Souza.
A repercussão dos protestos pode gerar um efeito cascata em todas as obras relacionadas ao Pan do Rio.
"A situação mais crítica, depois do Autódromo, é a do pessoal de Deodoro, que está construindo a piscina", avisou.
A paralisação feita pelos operários do Engenhão surtiu efeito e eles ganharam aumento de 10% e uma cesta de alimentação no valor de R$ 50, além de horas-extras, de segunda a sábado, com acréscimo de 70% da hora normal e, a partir da terceira hora, adicional de 100%.
"A realidade é que todos esses movimentos estão sendo divulgados e o trabalhador ouve o que aconteceu no Engenhão e vê a possibilidade da vida dele melhorar também. Eles se entusiasmam e acabam pedindo os mesmos direitos", explicou.
Os principais problemas apontados pelos trabalhadores são a falta de higiene nos banheiros e a falta de água gelada nos locais de trabalho.
Os operários fizeram uma reunião com as construtoras Delta e Sanerio e optaram por trabalhar no turno da noite. Nesta sexta à tarde eles farão uma assembléia para saber se serão atendidos em suas reivindicações.
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