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Futebol
Terça, 11 de setembro de 2007, 08h44 
Secretário de Justiça quer investigar lavagem de dinheiro
 
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O novo secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, disse na segunda-feira que as organizações criminosas, nacionais e internacionais só sentem a ação do Estado quando são atingidas em suas estruturas financeiras, e que esta será uma das principais metas da secretaria.

"As prisões não servem para desestruturar a atividade criminosa, pois as pessoas são substituídas. Vamos atacar os criminosos na questão financeira, desarticulando-os", afirmou, após a solenidade de posse no Ministério da Justiça.

Segundo ele, o futebol é um dos principais focos de lavagem de dinheiro.

"É um novo caminho para a ação do crime organizado com a lavagem de dinheiro. O futebol, hoje, não tem muitos parâmetros: até na venda de jogadores, os preços não têm referência. Vamos ter uma ação pesada nesta área, vamos extirpar as facilidades que permitem incentivos à lavagem de dinheiro", enfatizou.

Tuma Júnior comentou ainda "a audácia de magnatas do crime transnacional, que chegam ao absurdo de comprar times de futebol para lavar o dinheiro sujo". E acrescentou.

"Essa lavagem de dinheiro por meio dos esportes de massa surge como uma nova modalidade criminosa internacional e já merece uma profunda reflexão e uma enérgica ação por parte das instituições brasileiras".

O combate às organizações criminosas e a recuperação de ativos "serão metas a serem perseguidas cotidianamente", por meio do entendimento nacional e da cooperação internacional, anunciou o novo secretário, que é filho do senador Romeu Tuma (DEM-SP), tem 47 anos e é delegado da Polícia Civil de São Paulo.
 

Agência Brasil