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Dois canoístas russos, cuja expedição naufragou há 25 dias, foram achados vivos em uma das mais remotas e áridas regiões do mundo, os montes Kunlun, na fronteira da China com o Paquistão, segundo informou a imprensa chinesa neste sábado. As duas canoas, que conduziam seis expedicionários russos, com idades entre 25 e 47 anos, naufragaram há três semanas em um trecho do rio Yurungkash.
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Alexander Zverev, 35 anos, achava que tinha sido o único sobrevivente, depois de ver seus companheiros se afogarem. No entanto, outro expedicionário, Andrei Pautov, 28 anos, conseguiu vencer a força das corredeiras e nesta sexta foi resgatado, de acordo com o jornal de Hong Kong South China Morning Post.
"Um homem não pode lutar contra a água durante muito tempo. Você luta durante alguns minutos, e então a força desaparece. Só um milagre pode te salvar", explicou Zverev, após ser localizado em uma montanha desabitada.
Zverev, além de sobreviver às corredeiras, suportou as gélidas temperaturas nos montes Kunlun, o maior sistema montanhoso do oeste da China, entre o Himalaia, o rio Tarim e o deserto de Taklamakan. Ele se refugiou em uma caverna a 4.000m de altitude, onde se protegeu das tempestades de areia e do frio. Para manter o moral, pensava no que comeria no seu banquete de casamento.
Pálido, o excursionista contou que durante 20 dias não comeu nada. Todos os dias, subia ao topo de um barranco, para chamar a atenção dos helicópteros de resgate.
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