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Quinta, 29 de novembro de 2007, 11h17 
Jovens tentam ir da Austrália à Nova Zelândia de caiaque
 
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Dois jovens australianos se encontram na metade de uma perigosa aventura, atravessar o oceano que separa a Austrália da Nova Zelândia em um pequeno caiaque. A informação é da Agência Ansa.

James Castrission, 25 anos, e Justin Jones, 24 anos, pretendem se tornar os primeiros a atravessar o estreito da Tasmânia em um caiaque.

Os dois garotos, que partiram de Forster, na costa norte de Nova Gales do Sul, no último dia 13 de novembro, seguem a viagem.

Eles se encontram agora no meio do oceano, com mais ou menos 40% da travessia, em uma região de ondas que atingem até cinco metros de altura.

"Olá a todos, sou Justin, para a Rat 2, aqui do Mar da Tasmânia. Foi duro nos últimos dias, dormimos mais ou menos uma hora entre nós dois, ontem. E quando pus o nariz para fora da tenda esta manhã entendi que hoje também será o mesmo. Mas eu e James estamos de qualquer forma nos divertindo muito, e queremos agradecê-los pelo apoio. Ler suas mensagens de encorajamento nos dá uma vontade de seguir em frente", disse.

Esta foi a última mensagem transmitida do caiaque dos dois esportistas. James e Justin que são constantemente controlados via satélite por uma base em Sydney (o sinal se renova a cada seis minutos). A parte técnica do caiaque foi patrocinada pela Uniwired, uma empresa australiana especializada em tecnologia sem fio.

"Eles têm um computador portátil, um telefone via satélite e eles enviam fotos e podcast todos os dias. A energia para a recarga vem de um pequeno painel solar instalado na parte posterior da canoa, onde podem dormir a qualquer hora do dia", disse à rádio ABC, David Spence, empresário da Unwired.

Atravessar o mar da Tasmânia com o caiaque é a aventura com a qual os dois sonham desde pequenos. Ambos em Sydney treinavam em longas travessias nas baias da região, chegando até a embocadura do oceano e imaginando um dia enfrentar aquelas ondas.

Nos últimos anos começaram a trabalhar duro para modificar um caiaque que pudesse enfrentar ondas de até dez metros de altura, fosse capaz de mantê-los secos e tivesse boa dirigibilidade.

O caiaque possui uma "bolha" de resina que possui todos os sofisticados aparelhos para a comunicação com a base e um pequeno colchão para dormir.

Quando o mar se torna muito forte, a proa tem um sistema que ajuda a mantê-la na direção do vento e das ondas, diminuindo o risco de afundar.

A última pessoa a tentar atravessar o oceano entre a Austrália e a Nova Zelândia em um caiaque havia sido Andrew McAuley, também australiano. McAuley, que tentou atravessar sozinho, chegou a avistar a costa da Nova Zelândia, enviando até uma fotografia, antes de desaparecer.

A última mensagem dele, no dia 9 de fevereiro passado, foi um pedido de ajuda. As procuras começaram logo após seu desaparecimento, mas, no entanto, o jovem nunca mais foi encontrado. Dias após um helicóptero encontrou o caiaque de McAuley vazio.

Justin e James têm ainda uma boa metade de oceano pela frente. Se tudo ocorrer bem, eles devem chegar na costa da Nova Zelândia no dia do Natal.
 

Redação Terra