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 Luxemburgo vê "prostituição" no futebol brasileiro
04 de dezembro de 2007 13h40 atualizado às 14h56

Vanderlei Luxemburgo está preocupado com a formação dos jogadores brasileiros. Em seu discurso no Footecon, no Rio de Janeiro, o técnico do Santos disse que os atletas do País estão sendo trabalhados para atender às exigências do futebol europeu.

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"Há três anos, o Tevez foi eleito o melhor do Brasileiro. Nesses dois últimos anos, foi um goleiro (Rogério Ceni). Isso me preocupa muito. Estão prostituindo nossas características", declarou o treinador, para quem poucos talentos estão sendo revelados.

"A última geração de grandes jogadores foi formada por Diego e Robinho, em 2002. O êxodo é constante. Os jogadores são formados para atuar no futebol europeu, e eu acho que isso está errado", acrescentou Luxemburgo.

Para o treinador, apenas uma mudança na legislação esportiva pode alterar o quadro. Ele espera que o primeiro contrato profissional do jogador abranja o período dos 18 aos 23 anos de idade.

"Temos que criar uma briga constante para mudar a lei e formar o jogador dentro da cultura brasileira. Tenho conversado com o ministro (dos Esportes, Orlando Silva Júnior) para que os jogadores permaneçam até os 23 anos. Depois, eles decidem seu caminho", pediu o técnico do Santos.

Carlos Alberto Parreira, que participou de discussão com Luxemburgo e o ex-jogador Júnior, tem opinião completamente diferente. Ele julga importante que os atletas sejam testados e ganhem rodagem no futebol europeu.

"Eu acho importante os nossos jogadores saírem para ganhar experiência de tática e de jogo coletivo. Quando eles voltam, voltam muito mais fortes do que quando saíram", declarou o atual treinador da África do Sul.

Luxemburgo replicou. "O problema não são nossos jogadores, nem nossos técnicos, e sim nossa estrutura. Temos que criar um conceito de atleta brasileiro. Com técnicos qualificados, que saibam de tática, não será necessário que os atletas saiam do País."

Redação Terra