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Natação
Quinta, 27 de dezembro de 2007, 16h09  Atualizada às 17h01
Aparência de Gusmão é familiar, diz médico
 
Elaine Lina
Direto de Brasília
 
Reuters
A aparência dela é por questões familiares, defende José Blanco
"A aparência dela é por questões familiares", defende José Blanco
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De acordo com o médico de Rebeca Gusmão, José Blanco, a força física da nadadora se deve a questões familiares, e não por uso de testosterona - substância proibida no esporte e que foi encontrada na urina da atleta em exame antidoping.

"A aparência dela é por questões familiares. Inclusive, tem um médico se dedicando a estudar a genética da família Gusmão", disse Blanco. Ele não mencionou o nome do profissional, mas afirmou que se trata de um especialista, atuante nos Estados Unidos.

De acordo com Blanco, os advogados de Rebeca Gusmão enviaram nesta quinta-feira, à Federação Internacional de Natação (Fina), um pedido de cancelamento da suspensão provisória da nadadora.

Contraprova

Blanco também questionou o processo envolvendo a contraprova do exame antidoping realizado pela Fina, em 13 de julho, quando foi apontada a presença de testosterona, provocando a suspensão provisória da atleta.

A contraprova é realizada pelo laboratório Armand Frappier, em Montreal, no Canadá. "O processo não parece seguro, claro e transparente. A contraprova tem de ser idêntica e me parece que eles estão tendo dificuldades para mostrar o resultado", declarou Blanco.

O médico de Rebeca Gusmão também questiona a escolha do laboratório canadense (feita pelo Comitê Olímpico Internacional), já que na América Latina existem alguns reconhecidos pela Fina e que poderiam fazer a contraprova.

O laboratório canadense teria dito que possui pouca urina para fazer o exame. "Se isso ocorre, o que aconteceu no armazenamento?", questionou Blanco. Segundo ele, isso inviabiliza um teste de IRMS - exame para detectar se a testosterona encontrada em Rebeca Gusmão é exógena (ingerida) ou endógena (produzida pelo organismo).

Segundo José Blanco, a nadadora move um processo contra o laboratório canadense, por causa de um exame ocorrido no ano passado. O médico teme que isso possa influenciar no processo da contraprova da atleta.


 

Redação Terra