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O técnico da seleção de Gana, Claude Le Roy, revelou neste domingo que dois jogadores da equipe, os irmãos Asamoah e Baffour Gyan, ficaram perto de abandonar a delegação que disputa a Copa Africana, no próprio país, após sua família e eles próprios terem sofrido ameaças.
"Eles estavam prontos para partir, mas tive uma longa discussão com eles na manhã deste sábado e tudo está OK agora. Eles treinaram normalmente de tarde e continuam conosco", disse.
O atacante Asamoah Gyan, titular da equipe, foi vaiado pela torcida após perder inúmeras chances de gols na partida contra a Namíbia, em que Gana venceu por 1 a 0.
O caso teve tanta repercussão que o presidente do país, John Kufour, defendeu os jogadores em comunicado divulgado por uma rede de TV local.
"Vocês são estrelas e sabem que podem sofrer esse tipo de coisa. As estrelas podem cair um dia", afirmou.
Esse não é o primeiro caso polêmico da atual edição da Copa Africana de Nações. Nos últimos dias, os técnicos das seleções de Benin e Namíbia revelaram que seus atletas foram vítimas de tentativa de suborno para manipular resultados.
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