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Preocupado com a violência no futebol, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse, em entrevista publicada hoje pelo jornal inglês The Times, que é a favor do banimento de jogadores que machucam intencionalmente um outro.
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Blatter adiantou que o assunto será tratado na reunião da International Board, entidade que discute as regras do futebol, marcada para este fim de semana, em Gleneagles, na Escócia.
"Jogadas violentas são uma das mais importantes questões do futebol no momento. Jogadores que fazem esse tipo de coisa intencionalmente devem ser banidos do esporte", afirmou.
Blatter acredita que casos nos quais há graves lesões em decorrência da violência do adversário devem ser encarados como crime.
"Atacar alguém é crime, quando isso acontece no campo de futebol ou em qualquer outro lugar. Isso é um crime e deve ser tratado como um", justificou.
O presidente da Fifa ainda colocou parte da culpa pelo excesso de lesões graves em treinadores. De acordo com Blatter, há uma pressão para buscar a vitória independente dos meios.
"A pressão do técnico para vencer é tanta que encoraja o jogador a buscá-la a qualquer custo. Não há microfone no vestiário, então ele diz: 'vai, vai, vai'. Até aonde? Até o ponto aonde os árbitros devem interferir", explicou.
Por isso, Blatter pede maior interferência dos árbitros na partida. "Eles acham que são bons árbitros se o jogo flui por 20 minutos sem interrupções. Mas os árbitros devem dar cartões amarelos e vermelhos nos primeiros três minutos se necessário e nós pediremos para eles fazerem isso", completou.
O assunto violência no futebol é efervescente na Inglaterra, país do jornal The Times, desde a grave contusão sofrida pelo brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva, do Arsenal, no dia 23 de fevereiro, após uma forte entrada do zagueiro Martin Taylor, do Birmingham.
O jogador sofreu uma fratura na fíbula e um deslocamento no tornozelo esquerdo e tem o tempo de recuperação estimado em pelo menos nove meses.
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