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O Brasil se negou hoje a assinar uma declaração que os presidentes das federações de futebol da América do Sul enviarão à Fifa para reiterar o apoio à Bolívia ante a proibição de jogar partidas na altitude, segundo informou a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
É a primeira divisão em anos no interior da entidade, que costuma tomar decisões por unanimidade. "Ratificamos o que a Conmebol tinha resolvido na reunião de janeiro de apoiar a Bolívia em tudo", disse o presidente do órgão, o paraguaio Nicolás Leoz, em Assunção.
"Que as partidas das Eliminatórias (sul-americanas para a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010) se joguem nas cidades onde se havia disputado no torneio anterior. No caso concreto da Bolívia, em La Paz", acrescentou o dirigente.
A Bolívia comanda uma campanha contra a medida da Fifa de proibir a disputa de jogos a mais de 2.750m acima do nível do mar sem uma aclimatação prévia. A decisão afeta cidades de México, Peru, Colômbia e Equador.
A nota da Conmebol, que declara "o compromisso vinculante de continuar o desenvolvimento das eliminatórias (...) nas cidades e estádios que já foram aprovados pela Conmebol", leva a assinatura de todos os presidentes das associações sul-americanas com exceção do brasileiro Ricardo Teixeira.
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