Alberto Dualib deixou o comando do Corinthians no ano passado, mas os reflexos de sua gestão continuam afetando o clube. Segundo a edição de hoje do jornal O Estado de S. Paulo, o balanço de 2007 divulgado na última sexta-feira pela atual diretoria, encabeçada por Andrés Sanchez, chegou à marca de quase R$ 100 milhões em dívidas acumuladas nos 14 anos em que o ex-dirigente esteve no poder (1993 a 2007).
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O déficit referente apenas a 2006, por exemplo, aponta perdas de R$ 149 mil do departamento de futebol, enquanto a área social deu prejuízo de R$ 23,3 milhões, segundo o jornal. A idéia de Sanchez é quitar o valor em até três anos, em renegociações "caso a caso" com os credores.
No relatório divulgado pelo clube, a atual diretoria aponta que a ex-parceira MSI lhe deve R$ 60 milhões, dinheiro esse cuja parcela seria destinada justamente ao pagamento das dívidas. Mesmo assim, os dirigentes não contam com o dinheiro, pois a Justiça não tem como cobrar o fundo.
"Tal crédito foi relacionado como de liquidação duvidosa, posto que o Corinthians reconhece não poder cobrar o seu pagamento, considerando que há ação penal na Justiça Federal de São Paulo na qual se discute a licitude da origem dos recursos da MSI", justifica o relatório do time.
Para evitar danos ainda maiores, a diretoria do Corinthians informou que assumiu algumas pendências que seriam de responsabilidade da MSI, como as dívidas com o ex-treinador Daniel Passarela e o atacante Nilmar. Tudo para evitar a bancarrota, conforme o próprio relatório já mostra que o clube está preparado.
"Em caso de dissolução do clube, seu patrimônio será destinado à Santa Casa de Misericórdia da Capital, exceto as taças, os troféus, medalhas, diplomas e outros prêmios conquistados em disputas esportivas, bem como lembranças, homenagens, retratos, fotografias, enfim tudo quanto lembrar a vida desportiva do Corinthians e os respectivos móveis, molduras e estojos, os quais deverão ser entregues ao Museu Paulista, ficando para tal fim, gravados com cláusulas de inalienabilidade e impenhorabilidade", finalizou.
- Redação Terra

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