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Em entrevista publicada hoje pelo jornal O Estado de S.Paulo, o ex-jogador Pelé questionou os títulos conquistados pelo argentino Diego Armando Maradona, pego no exame antidoping durante a carreira.
» Opine sobre a declaração de Pelé sobre Maradona
"Por que tantos atletas olímpicos perdem medalhas quando pegos em doping e ele (Maradona) não?", questionou o brasileiro.
Pelé ainda citou o que considera alguns pontos fracos da técnica do argentino.
"(Maradona) foi um jogadoraço, mas veja bem: não chutava com a direita, não cabeceava... não era completo", comentou.
Para Pelé, o melhor jogador da história da Argentina foi outro. "Eu gostava muito do (Alfredo) Di Stefano. Era melhor (que Maradona). Mais completo e rápido. Fazia muitos gols", disse.
Di Stefano nasceu 4 de julho de 1926 em Buenos Aires, na Argentina. Depois de passagem por River Plate e Huracán e pela seleção, foi para o Millonarios, da Colômbia.
Nesta época jogou até pelo escrete nacional deste país. Foi para o Real Madrid da Espanha em 1953, onde virou ídolo e conquistou muitos títulos. Ainda passou pelo Español antes de se aposentar. É naturalizado espanhol, tendo defendido esta seleção também em sua carreira. Atualmente é presidente honorário do Real Madrid.
Elogios a Romário
Pelé também analisou na entrevista diversos jogadores brasileiros do passado e do presente. Entre os citados, Romário foi um dos mais elogiados.
"Em termos de aproveitamento, acho que o Romário foi o melhor. Esse sabia fazer gols. Meu negócio nunca foi ficar equilibrando a bola na nuca. Eu queria era fazer gols", falou.
Pelé via em Zico um pouco do seu próprio futebol. "O Zico foi realmente o mais próximo de mim em estilo de jogo. Batia faltas, dava passes, fazia gols, entrava driblando na área", disse.
Sobre os jogadores da nova geração, ainda restam algumas dúvidas. "O Ronaldinho tem muita habilidade, mas decepcionou na Copa. O Robinho também sofreu com essa comparação", afirmou.
Para Ronaldo, que se recupera de uma operação no joelho esquerdo, restou uma comparação com Vavá, craque da Copa de 1958. "(Vavá) era um grande jogador. Não tinha tanta habilidade, mas não falam aí do Fenômeno? Vavá era mais completo do que ele, antes de mais nada porque cabeceava muito bem", finalizou.
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