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Carlos Alberto Parreira, ex-técnico da Seleção Brasileira e da África do Sul, entre outros, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo deste domingo que não pretende mais trabalhar no exterior. Daqui para frente, apenas cargos no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, interessam a ele.
"No exterior acabou. Prefiro o Rio, claro, mas não vou me fechar para o restante do País", afirmou.
Parreira também disse que indicou outros nomes para substituí-lo na África do Sul, além de Joel Santana, que acabou contratado.
"Eu fiz uma lista grande, não gosto de citar nomes. Mas lá estavam o Scolari e o Luxemburgo. Chegamos à conclusão de que os dois estariam em um outro contexto financeiro e que, por isso, não seria fácil trazê-los. E aí houve um consenso pelo nome de Joel", explicou.
Apesar de algum descrédito da comunidade internacional quanto à capacidade do país de organizar uma boa Copa do Mundo, Parreira acredita que não há motivos para preocupação quanto à infra-estrutura sul-africana.
"Vai ser uma bela Copa, uma surpresa. Os nove ou dez estádios que vão ser utilizados estão bem adiantados. Cinco deles novos, ao custo de US$ 450 milhões cada. Já devem estar prontos para a Copa das Confederações (em 2009). Rede hoteleira, serviços de transportes e de telefonia, eles têm tudo, com qualidade. A preocupação maior é com segurança, mas nada diferente ou pior do que vemos hoje no Brasil", comentou.
A doença de sua mulher fez Parreira abandonar a seleção da África do Sul no meio do trabalho que desenvolvia no futebol do país. Mesmo assim, o técnico acredita que eles possam fazer um bom papel jogando em casa.
"A equipe já começou a encorpar o toque de bola, coisa que não sabia. Era um futebol direto, feio demais. Houve melhora acentuada, após amistosos com seleções fortes, como Estados Unidos, Uruguai, Escócia, Itália, Paraguai. A expectativa lá é muito grande de que passe para a segunda fase", finalizou.
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