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Automobilismo
Terça, 13 de maio de 2008, 09h20  Atualizada às 17h07
Após acidente com cão, FIA promete punição
 
Sutton Images/Divulgação
Brasileiro Bruno Senna atropelou cachorro no circuito de Istambul
Brasileiro Bruno Senna atropelou cachorro no circuito de Istambul
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O incidente do último domingo, quando o piloto brasileiro Bruno Senna atropelou um cachorro durante a etapa turca da GP2, não passará impune para a FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Pela primeira vez falando à imprensa sobre o ocorrido, Charlie Whiting, diretor de provas da Fórmula 1, prometeu punir os responsáveis pelo Grande Prêmio de Istambul.

» Bruno Senna atropela cachorro

"Como é possível acontecer algo assim em um circuito moderno como esse. As excelente condições da pista fizeram com que incluíssemos a Turquia no calendário", explicou o dirigente.

Autoridades da FIA, segundo o site F-1 Live, devem levar nos próximos dias o caso ao Conselho Mundial de Automobilismo, responsável por julgar questões de segurança e aplicar punições a pilotos, equipes e organizadores.

Além da morte do cachorro, o carro de Bruno sofreu avarias na suspensão e asa dianteiras e, por sorte, não houve conseqüências maiores para o piloto, que conseguiu levar o carro para os boxes sem novos incidentes.

O cão morto não foi o único visto andando solto no circuito, o que exigiu a intervenção do safety car na pista até que a situação fosse controlada. Para a disputa do Mundial de Fórmula 1, momentos depois da GP2, os procedimentos de segurança foram redobrados para que não houvesse outras ocorrências.

Whiting soltou uma nota oficial logo após a prova lamentando o ocorrido e pela primeira vez falou em punir os turcos pelo incidente. "Isso é um sério problema de segurança no circuito. Já pensou se acontece algo durante a corrida da Fórmula 1? A comissão de segurança da FIA fará uma investigação completa para descobrir onde aconteceram as falhas que possibilitaram a invasão dos cães", completou.

Curiosamente, o circuito de Istambul - popularmente conhecido como "Otodrom" -, foi adquirido no ano passado pelo chefe-executivo da Fórmula 1, Bernie Ecclestone. O incidente de domingo não é o primeiro a envolver um cão na história da categoria.

Em 2004, os treinos livres para o Grande Prêmio do Brasil tiveram de ser interrompidos devido a uma invasão canina na pista. Felizmente, nenhum animal foi machucado. Pelo contrário. O heptacampeão Michael Schumacher se encantou por um dos invasores e o levou consigo para sua casa, na Suíça.
 

Redação Terra