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 Edevair Farias era operário de uma fábrica de painéis no Rio |
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Edevair de Souza Farias, pai de Romário e que morreu nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, aos 77 anos, pode ser considerado um dos principais responsáveis pelo sucesso do ex-atacante no futebol. Isso porque foi ele quem apresentou o esporte ao filho, quando ele ainda era bem jovem.
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Edevair Farias era operário de uma fábrica de painéis que lutou para tirar sua família da miséria na comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, em que vivia quando Romário nasceu e onde viu seu filho tomar gosto pelo futebol.
Desde pequeno, Romário esteve em contato com uma bola de futebol. A mãe do jogador, Lita, disse algumas vezes que Edevair deu a ele uma bola ainda bebê. Quando o ex-atacante completou 6 anos, seu pai fundou um clube amador chamado Estrelinha para que ele começasse a jogar no bairro da Vila da Penha, nova casa da família.
Ao se destacar entre as outras crianças, Edevair levou o filho para fazer um teste no Vasco, mas ele acabou sendo reprovado por ser muito baixo. Romário acabou indo parar no Olaria, clube em que começou na categoria infantil.
Pouco depois, ele voltou ao Vasco e estreou como profissional em 1985. A partir daí, fez fama em clubes como PSV Eindhoven e Barcelona, além de se tornar decisivo para a conquista da Copa do Mundo de 1994 pela Seleção Brasileira.
Edevair era torcedor fanático do América-RJ. Desde o começo da carreira do filho, ele sonhava vê-lo com a camisa vermelha. Somente em um amistoso, na despedida do atacante Luisinho, é que o artilheiro jogou pelo time.
Porém, Edevair garantiu que o atacante jogaria pelo América-RJ. O sonho não se realizou, já que o jogador encerrou a carreira depois de se desligar do Vasco - clube pelo qual marcou o milésimo gol de sua carreira, em 2007.
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