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O documentário de Diego Maradona lançado durante o Festival de Cannes, que se encerrou no último domingo, promete criar novas polêmicas envolvendo o ídolo argentino. Em Maradona por Kusturica, nome ainda sem tradução para português da obra, o ex-jogador volta a falar de seu vício nas drogas e pela primeira vez reconhece publicamente que poderia ter alcançado passos ainda maiores na carreira se não fosse o uso de cocaína.
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"Se não fosse pela cocaína, poderia ter ido mais longe, ter sido mais do que fui", disse Maradona, campeão mundial de 1986 e ídolo de clubes como Argentino Juniors, Boca Juniors e Napoli. Entre os maiores arrependimentos do jogador, está o flagrante em exame antidoping na Copa de 1994, nos Estados Unidos, quando acabou expulso da competição pela Fifa.
Em entrevista registrada no documentário, Maradona comentou pela primeira vez sobre como as drogas prejudicaram o seu relacionamento com as filhas, Dalma e Giannina, que não escondiam o descontentamento com o vício do pai.
"Eu ficava maravilhado com a postura delas em me acordar, porque tinham medo do fato de eu ir dormir drogado. Minhas filhas sempre davam conta de quando eu estava drogado. Sempre que eu ia beijar Dalma, ela virava o rosto, com raiva", contou o ídolo.
Dizendo-se recuperado, Maradona agora quer buscar outros projetos pessoais. Uma das possibilidades levantadas na Argentina, de que poderia entrar na política, foi refutada de imediata pelo ex-jogador. "Eu não sirvo para roubar as pessoas", resumiu.
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