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O técnico da seleção argentina, Alfio Basile, disse nesta quinta-feira que está ansioso para jogar contra o Brasil, mas afirmou que deve antes pensar no confronto com o Equador, que, na sua opinião, é o país de maior desenvolvimento no futebol sul-americano.
A Argentina está se preparando para jogar duas partidas amistosas nos Estados Unidos antes dos compromissos contra o Equador e o Brasil pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.
No dia 4 de junho, a seleção argentina jogará com o México, no Qualcomm Stadium, em San Diego, e quatro dias depois encara os Estados Unidos no Giants Stadium, em Nova Jersey.
No dia 15 de junho, os argentinos enfrentam o Equador em Buenos Aires, pelas eliminatórias sul-americanas, e no dia 18 visitam o Brasil, em Belo Horizonte.
"Jogar com o Brasil sempre é o clássico de tantos anos de importância, ainda mais vindo de derrota", disse Basile.
"Sempre queremos ganhar esta partida, estamos esperando com ansiedade e tranquilidade, porque primeiro temos que jogar com o Equador", acrescentou.
Basile não pôde se conter quando lhe perguntaram como vai jogar contra o Brasil e deixou claro a dor causada pela derrota na final da Copa América da Venezuela, em 2007.
"O importante é que não marquem um gol nos primeiros dez minutos. Na Copa América eles nos surpreenderam, se defenderam muito bem, e não nos deixaram espaços", disse Basile.
O técnico destacou que o sistema de jogo utilizado pela Argentina é conhecido há muito anos no mundo todo, por isso ele vai começar a mudar. Basile disse que fará testes nos amistosos para aplicar nas eliminatórias.
"Obviamente vou mudar alguma coisa para não usar o mesmo sistema daquele dia (da final) para tentar supreendê-los, e para que eles não me surpreendam", disse Basile.
"Embora eles tenham me surpreendido porque jogaram de uma maneira na qual o Brasil não joga historicamente. Jogaram no contra-ataque, os 90 minutos, coisa rara com o Brasil, mas ganharam bem, não digo nada", destacou.
O técnico declarou que mudar o sistema não significa renunciar ao ataque.
"Vamos ver como nos saímos. O Brasil não vai jogar da mesma maneira por que o público irá levá-lo a jogar mais para frente", declarou Basile.
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