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Os japoneses sempre se destacaram em esportes que exigem raciocínio, rapidez e estratégia. Há 100 anos, quando desembarcaram no Brasil, trouxeram com eles algumas modalidades tradicionalmente conhecidas, como sumô, beisebol e gateball.
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O mais curioso deles é o sumô. Não é possível saber ao certo quando surgiu a modalidade no Japão, mas os orientais garantem que ele existe há mais de 2 mil anos.
O sumô surgiu como um ritual para a colheita e é muito popular no país. As regras são simples: como parte do ritual, o juiz joga saquê no ringue antes de iniciar o duelo. A partir disso, quem conseguir colocar alguma parte do corpo do adversário para fora da área demarcada vence a luta. O uniforme, composto por faixas que cobrem apenas as partes íntimas do corpo, serve para mostrar que a luta é feita de mãos limpas.
A cidade de Londrina, no Paraná, é a única que tem uma associação de sumô do Brasil, a União Londrinense de Sumô (ULS). São cerca de 80 atletas associados. O presidente da entidade, Cassiano Joaquim Gomes, afirma que a maioria dos praticantes do esporte no Brasil não são descendentes de japoneses - inclusive o presidente.
"A procura não é tão grande se comparada a outras lutas, mas têm muitos interessados", afirma. Se engana quem pensa que o sumô é praticado apenas por "gordinhos". "Não interessa o peso. Existem categorias para todos. Muitos são magros", completa o presidente.
Sem incentivo
Apesar de não ter sido criado no Japão, o beisebol é um esporte dominado pelos nipônicos. Quando os japoneses desembarcaram no Brasil, trouxeram junto a paixão pelo esporte. Em 1916, foi criada a primeira equipe nipo-brasileira. O norte do Paraná se destaca na modalidade, graças à Associação Cultura e Esportiva de Londrina (ACEL), que mantêm times de beisebol.
Mesmo com jogadores talentosos e bons resultados, o beisebol não ganhou destaque no Brasil. Vários jogadores foram contratados para atuar em times dos Estados Unidos e Japão, pois não conseguem se profissionalizar em terras brasileiras.
O presidente da Federação Paranaense de Beisebol e Softbol, o cirurgião dentista Francisco Takio Tan, afirma que o trabalho de base é muito bem feito, mas faltam recursos para a evolução do esporte. "Sem verbas de empresas particulares fica impossível fazer o beisebol crescer no Brasil", diz o presidente.
Passatempo
O esporte mais praticado no Japão não é o sumô, nem o beisebol. Com cerca de 5 milhões de adeptos, o gateball lidera a lista. Para jogar, basta ter um taco, uma bola e algumas traves. A modalidade chegou ao Brasil há 20 anos e vem ganhando espaço, já que não exige muito esforço físico, mas sim raciocínio.
A descendente de japoneses Patrícia Takamura diz que toda a sua família pratica a modalidade. "Aqui em São Paulo está concentrado um dos principais centros de Gateball. É uma diversão para a família toda", diz. Em Londrina, os praticantes do gateball se reúnem no campo de terra batida do Zerão.
O internauta José Barone, de Londrina (PR), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos,
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