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A Agência Mundial Antidoping (AMA) alertou sobre os riscos dos tratamentos genéticos e advertiu o crescente interesse no mundo do esporte pelo uso destas técnicas para melhora de rendimento nas competições. Para a entidade, número de casos deve crescer em breve.
Durante a realização de um seminário sobre doping genético em São Petersburgo, na Rússia, a AMA concluiu que o esporte será um dos campos em que o avanço baseado na genética deverá aparecer mais cedo.
"A maioria dos especialistas acha que a transferência genética ainda é escassamente usada pelos atletas, mas sabemos que há um interesse crescente pelo potencial do doping genético", comentou o sueco Arne Ljungqvist, vice-presidente da AMA.
"Astros do esporte estão se aproximando dos cientistas que trabalham em potenciais curas genéticas para doenças musculares ou sanguíneas para melhorar seu rendimento", completou.
A AMA lembrou que "o tratamento genético é uma realidade, mas imperfeita" e que, embora tenha se mostrado eficiente no tratamento de doenças como câncer e a cegueira, às vezes tem efeitos indesejáveis, entre eles a morte.
"É preciso garantir que os atletas conheçam os riscos associados a estas tecnologias e, caso façam uso de doping, saibam que serão pegos", destacou.
Os métodos para detectar casos de doping genético estão em fase adiantada, e a AMA atualmente auxilia pesquisas para a descoberta de novas tecnologias.
"É provável que apareçam em breve novos sistemas de controle que ajudarão a evitar casos de doping genético", comentou Ljungqvist.
Os mais de 60 participantes do seminário pediram à AMA que facilite a troca de informações entre as autoridades públicas e os laboratórios e clínicas, com o objetivo de potencializar a detecção de métodos ou "agentes" favoráveis ao doping.
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