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O alpinista espanhol Alfredo García, que está de volta do Himalaya, da expedição K2-Broad Peak, afirmou que as últimas informações dadas pelas autoridades paquistanesas e chinesas davam como certos 18 mortos, na sucessão de acidentes que ocorreram no local nos últimos três dias.
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Além disso, ele afirmou que é provável que haja mais mortos entre membros de uma expedição, que não se têm notícias desde o dia 2 de agosto. Segundo o alpinista, "fisicamente é impossível que sigam vivos em uma altitude de mais de 8 mil metros".
A expedição estava composta, em sua maioria, por norte-americanos, que encontraram com alguns mexicanos pelo caminho, que acompanham García na sua volta para Islamabad.
O espanhol explicou que aconteceram vários acidentes no K2 no mesmo dia, "um deles por uma avalanche que não era possível prever", mas outros montanhistas presos no topo do K2 "chegaram ao cume tarde demais, por volta das 20h (horário local), e assim era impossível descer com segurança".
O grupo que desceu mais tarde é o que mais teve vítimas, "algumas porque tentaram descer pelo lugar onde a neve tinha arrastado as cordas" e outras "porque ficaram esperando e congelaram".
De fato, um dos casos mais dramáticos é o de dois coreanos que, "quando foram andar, estavam com as pernas congeladas e seus companheiros tiveram que deixá-los ali".
O K2, a segunda montanha mais alta do mundo, com 8.611m, "é uma montanha que cativa e atrai montanhistas de todo o mundo e acho que continuará sendo assim", concluiu García.
Para o montanhista espanhol, é um alívio não haver espanhóis envolvidos na catástrofe e disse que precisa analisar várias aspectos deste acidente para que não voltem a acontecer no futuro.
Com informações da EFE.
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