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Futebol
Terça, 30 de setembro de 2008, 00h12  Atualizada às 09h53
No Pacaembu, Serra bate pênalti e joga pebolim
 
Tossiro Yamamoto
Direto de São Paulo
 
Marcelo Pereira/Terra
Em inauguração, Serra arriscou jogadas em mesa de pebolim
Em inauguração, Serra arriscou jogadas em mesa de pebolim
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Durante a inauguração do Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, na noite desta segunda-feira, o governador do Estado de São Paulo, José Serra, foi atração pelo entusiasmo que demonstrou ao ver as obras que compõem o mais novo espaço destinado à memória do esporte nacional.

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Já na chegada ao estádio, Serra fez questão de enaltecer a criação do museu, que partiu de iniciativa do Governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo. Segundo ele, a população brasileira, apaixonada por futebol, só tem a ganhar com isso.

"O Estado ganha na medida em que sua população ganha, com lazer, entretenimento. E também é uma experiência que pode ser reproduzida em outros lugares do Brasil. Não é um acervo tradicional, é dinâmico", afirmou o governador.

Palmeirense assumido, Serra experimentou as novas atrações do museu paulistano e chamou a atenção ao bater um pênalti virtual, em instrumento que mede a velocidade do chute. Antes de marcar o gol na brincadeira, o governador já havia se divertido na disputa de pebolim, também conhecido como totó em algumas regiões.

Depois de discursar na inauguração, assim como fez o também governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, Serra se encantou ao ver imagens da dupla Pelé e Garrincha, que ganhou sala especial no museu do Pacaembu.

"Parece fácil fazer o que eles faziam. Eles faziam sempre a mesma jogada e o adversário sempre caía. É impressionante", disse o governador, durante passagem pela sala Experiência Pelé-Garrincha, que exibe filmes de cinco minutos cada da dupla que nunca foi derrotada atuando junta.

Já na sala dos Números e Curiosidades, além de brincar em uma das três mesas de pebolim disponíveis aos visitantes, Serra se impressionou com a marca do zagueiro Branco, do Metropol, de Criciúma-SC, que anotou quatro gols em uma partida de juniores contra o Flamengo-PI. No entanto, sua equipe sofreu para vencer por 5 a 4, já que os tentos do defensor foram contra a sua própria meta. "Nossa. Quatro gols contra. Já pensou?", disse Serra, dando risadas.

Em outro ambiente, a sala Jogo de Corpo, o governador de São Paulo usou um óculos de terceira dimensão para assistir aos lances do meia Ronaldinho, fazendo embaixadinhas com a bola. Sentado em uma mini-arquibancada, Serra ficou empolgado com os lances do craque do Milan e aplaudiu bastante após o fim do vídeo.

Cercado de autoridades, como o secretário de Esportes, Valter Feldmann, Serra ainda brincou ao reclamar da falta de informações sobre o seu time. Após observar durante algum tempo uma página dedicada ao Palmeiras, o governador fez uma crítica, em bom humor. "Tem pouco Palmeiras no museu", disse. "Eu espero que o Palmeiras seja campeão. O que mais eu queria? Campeão paulista, inauguração do museu, e agora campeão brasileiro? Seria extraordinário".

Ao final de seu rápido passeio, Serra não poupou elogios ao novo memorial do futebol brasileiro e elogiou as atrações que pôde acompanhar. "É um museu-escola, de criatividade. Não é um museu de relíquias, embora tenha algumas, mas é basicamente um museu de criatividade", concluiu, pouco antes de deixar o Pacaembu.
 

Redação Terra