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 Boca e River jogam tudo na primeira semifinal
09 de junho de 2004 15h58

O clássico entre Boca Juniors e River Plate é o maior da Argentina, paralisa o resto do futebol do país e, nesta quinta-feira, será disputado como a grande decisão da Copa Libertadores, embora seja ainda o primeiro dos dois jogos das semifinais.

Há tanto em jogo na partida de amanhã que nenhum dos dois times parece dar muita importância ao segundo encontro, sete dias depois, como se boa parte do futuro imediato das duas equipes dependesse exclusivamente do que ocorrerá no estádio La Bombonera.

O River venceu o Boca nesse campo há duas semanas (1 a 0), pelo Campeonato Argentino, mas o jogo desta quinta-feira faz diminuir em importância qualquer confronto entre os dois times ocorrido recentemente.

O Boca chegou às semifinais da Libertadores depois de superar o São Caetano nos pênaltis, um recurso que historicamente deu bons resultados às equipes dirigidas por Carlos Bianchi.

O River, por outro lado, passou pelo Deportivo Cali com duas vitórias (1 a 0 em Buenos Aires e 3 a 1 na Colômbia) no mesmo momento em que tomava a liderança do Boca Juniors no Argentino, deixando para trás a má campanha realizada durante o segundo semestre de 2003.

O time de Bianchi, que em vários momentos pareceu invencível este ano, começou a balançar no último mês e agora sofre com o desfalque de vários jogadores importantes por lesão, como o capitão Diego Cagna, e os também meias Matías Donnet e Nery Cardozo.

Já o River não contará com o atacante Marcelo Salas, lesionado pela oitava vez em dez meses, e tem boas chances de perdê-lo também para o jogo de volta, no dia 17 deste mês. No entanto, o conjunto de Leonardo Astrada parece mais equilibrado, principalmente com o aparecimento de um jogador que na primeira fase da Libertadores não fez parte da equipe, o atacante "Maxi" López, a grande revelação do futebol argentino nos últimos tempos.

Gallardo, no River, e Carlos Tevez, no Boca, são os pontos de referência das duas equipes na atualidade, e boa parte da fluência das jogadas depende deles. "Nestas partidas não importa qual equipe chega melhor, mas o que cada uma demonstra em campo para fazer a diferença", disse Astrada, treinador do River.

Bianchi prefere o silêncio e esta semana se dedicou a evitar que a imprensa e os rivais tenham acesso à escalação que colocará em campo amanhã.

O capitão do Boca, Raúl Cascini, admitiu que a equipe "deve melhorar para chegar a final", ao falar sobre o rendimento do time, além de assegurar que "esta é uma boa oportunidade".

Por razões de segurança, em La Bombonera não haverá torcedores do River Plate, segundo a decisão do Comitê de Segurança para o Futebol. Na próxima semana, será a vez dos torcedores do Boca terem a entrada proibida no Monumental de Nuñez, em medida adotada pelo fato de as partidas serem jogadas à noite.

A determinação desencadeou muitas críticas, dentre as quais está a de que desta maneira os torcedores violentos estão ganhando a disputa com os encarregados pela segurança, e que as operações para garantir a segurança nos estádios que comportam entre 50 e 60 mil pessoas fracassaram.

Prováveis escalações:

Boca Juniors: Roberto Abbondanzieri; José María Calvo, Rolando Schiavi, Nicolás Burdisso e Clemente Rodríguez; Javier Villarreal, Raúl Cascini, Fabián Vargas e Miguel Caneo; Guillemo Barros Schelotto e Carlos Tevez. Técnico: Carlos Bianchi.

River Plate: Germán Lux; Ariel Garcé, Horacio Ameli, Eduardo Tuzzio e Ricardo Rojas; Javier Mascherano, Claudio Husain, Luis González e Marcelo Gallardo; "Maxi" López e Fernando Cavenaghi. Técnico: Leonardo Astrada.

Árbitro: Claudio Martín (ARG)
Estádio: Alberto J. Armando (La Bombonera)
Horário: 21h (de Brasília)

EFE
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