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O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quarta-feira que voltará a analisar, graças a um novo teste de detecção no sangue, atualmente utilizado na Volta da França, as amostras sanguíneas dos Jogos Olímpicos de Pequim.
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"Faz parte de nosso procedimento habitual. Conservamos as amostras por oito anos e quando sai um novo teste, realizamos novas análises", disse Emmanuelle Moreau, porta-voz do COI.
O novo teste sangüíneo tem como meta detectar a presença de uma nova geração da substância EPO, conhecida como CERA (Continuous Erythropoiesis Receptor Activator).
A substância foi detectada pela primeira vez em julho na urina do ciclista italiano Riccardo Ricc. O teste foi finalizado em setembro pelo laboratório francês de Châtenay-Malabry, que atualmente o aplica retrospectivamente nas amostras de 15 ciclistas suspeitos.
O sucesso das análises permitiu desmascarar até o momento o italiano Leonardo Piepoli e o alemão Stefan Schumacher, o que estimulou o COI a voltar a examinar as amostras de Pequim, segundo Emmanuelle Moreau.
Mais de mil amostras sangüíneas foram tomadas durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em mais 5.000 controles antidoping.
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