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Ainda em fase final de recuperação física e perto de anunciar o seu novo destino para a próxima temporada, o atacante Ronaldo disse que, mesmo após as graves lesões que enfrentou nos últimos anos, mantém vivo o sonho de voltar a vestir a camisa da Seleção Brasileira no futuro.
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Em entrevista ao Sportv, o atacante do Brasil nas Copas do Mundo de 1994, 1998, 2002 e 2006 lembrou dos bons momentos que passou defendendo as cores verde e amarela e confirmou que pretende trabalhar nos próximos meses para chamar a atenção do técnico Dunga.
"É muito orgulho servir meu País. A Seleção faz parte da minha vida, onde tenho uma história incrível, de muitas conquistas e também muitas derrotas", disse o atacante. "Tenho o sentimento de um soldado que foi para a guerra, de colocar a sua vida em risco pelo País. Sou um soldado ferido, em recuperação, mas não morto", completou.
Aos 32 anos, Ronaldo não atua de forma oficial desde o dia 13 de fevereiro deste ano, quando se lesionou de forma grave no empate por 1 a 1 com o Livorno, no Estádio San Siro. Desde então, Ronaldo encerrou o seu contrato com o Milan e vem realizando a fase final de sua recuperação física nas dependências do Flamengo. E, mesmo com grande passagem pela Seleção, o atacante descartou ter qualquer vantagem pelo seu histórico.
"Para isso acontecer (voltar à Seleção), preciso ter um clube, voltar a jogar bem. Não vou ser convocado pela minha história, pelo meu patrocinador, como muitos já falaram. Tenho que estar bem e merecer estar na Seleção. Estou fazendo um grande sacrificio e sonho com isso sim", disse.
Em tom bem-humorado, o ex-atacante de PSV, Barcelona, Inter de Milão e Real Madrid falou sobre as brincadeiras que tinha com o elenco verde e amarelo na época da Copa do Mundo de 2002, quando muitas vezes era chamado de "presidente" devido ao seu grande período servindo a Seleção. Nem por isso, o atacante acredita que sai na frente na briga por um lugar no atual grupo.
"Não sou presidente de nada, não mando nem na minha casa", disse Ronaldo, aos risos. "O Robinho começou com essa brincadeira e não pode sair disso. Não quero ter privilégios e não quero ser diferente de ninguém", completou o centroavante, que ainda não definiu o clube que irá defender em sua volta aos gramados.
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