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Em recuperação de uma cirurgia no joelho desde fevereiro deste ano, o atacante Ronaldo, atualmente sem clube, esclareceu o fracasso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2006, quando a equipe comandada por Carlos Alberto Parreira foi eliminada nas quartas-de-final ao perder para a França por 1 a 0.
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Em entrevista ao SporTV, Ronaldo não fugiu de sua responsabilidade e admitiu que errou ao se apresentar muito acima de seu peso, mas fez questão de ressaltar as falhas na preparação da equipe verde e amarela para o Mundial da Alemanha.
"Temos que colocar a responsabilidade de cada um. Eu assumo a minha, o técnico assume a dele. A minha foi ter me apresentado fora de forma. Eu vinha de uma lesão, de um estiramento e fazendo tratamento diariamente para me apresentar da melhor maneira possível. Tivemos 15 dias, que não é muito, mas é bom, para ganhar uma forma razoável e a preparação foi aquele circo que foi", lembrou o atacante, que faz tratamento no Flamengo.
"Todo dia, de manhã, de tarde, tinham 15 mil pessoas gritando no nosso ouvido. Tinha que passar todo dia no corredor da imprensa sem ter uma proteção. Continuamos tentando manter o foco", completou.
O atacante reclamou da falta de planejamento por parte da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), mas não se colocou de fora quando apontou os principais motivos do fracasso. "O futebol se resolve em campo. Mas tendo uma estrutura que te proteja, chega na hora do jogo e você fica tranqüilo. Mas isso não aconteceu. E nos não jogamos lá grandes coisas. Assumimos a culpa, mas é fácil todo mundo falar que a culpa é só nossa. A gente não teve uma preparação maravilhosa", disse.
Ao reclamar dos longos deslocamentos e da falta de organização na concentração brasileira, Ronaldo não esqueceu de disparar contra alguns dirigentes da entidade, sem citar nomes. "Cada deslocamento era mais de uma hora de ônibus e isso atrapalha. Teve invasão no hotel e a gente mesmo tentava afastar as pessoas no nosso andar. Faltou uma certa organização", disse. "Na hora de perder, perde os jogadores e na hora de ganhar, você vê um monte de gente segurando a taça", completou.
Ronaldo também mostrou insatisfação sobre os diversos boatos que se vê envolvido na imprensa mundial. "A crítica profissional eu não discuto, mas a da vida privada eu acho um absurdo. Essa indústria de fofoca é uma desgraça. Todo mundo fala mal, mas todos compram a revista de fofoca. É uma indústria que não faria falta para mim", finalizou.
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