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Luiz Felipe Scolari, técnico de Portugal, prepara na véspera do jogo contra a Inglaterra outra batalha, assim como definiu as partidas de sua seleção na Eurocopa. Scolari disse que contra a Espanha esperava uma batalha, uma guerra de vida ou morte. Agora, nas quartas-de-final, contra a Inglaterra, é igual. Um novo combate no qual quem ganha continua e quem perde fica de fora. São termos bélicos aplicados ao esporte com os quais tenta motivar seus jogadores.
Nesta batalha, Scolari, assim como aconteceu com a Espanha, não poupou elogios ao rival. "É um rival fortíssimo, muito bem trabalhado e com jogadores de muita qualidade. Jogam como um grupo mas além disso suas individualidades definem uma partida. São muito completos", disse. O técnico oponente, o sueco Sven Goran Eriksson, também recebeu elogios de Scolari: "Ele trabalha muito bem." E lembrou o acerto da Federação Inglesa em mantê-lo no cargo depois da infeliz passagem pela Copa do Mundo de 2002.
"Agora se demonstra que foi um acerto mantê-lo. A equipe está nas quartas e jogando muito bem. As equipes de Eriksson se destacam sempre por estarem muito bem trabalhadas", acrescentou. "Cada partida é um batalha", insistiu Scolari antes de assegurar que a intenção de sua equipe é enfrentar a partida como fizeram com os jogos contra a Rússia e a Espanha. "Eram decisivos, sem opção de erro. Agora, igual, nem mais nem menos, igual", insistiu.
Scolari, que reconheceu que preparam aspectos concretos do jogo para esta partida, admitiu mudanças na equipe embora não as divulgou, nem definiu. Simplesmente disse que a Inglaterra e a Espanha são duas equipes diferentes, com estilos distintos, e por isso fará variações, além da obrigada do atacante Pedro Pauleta, sancionado para este jogo.
"Talvez hajam algumas variações, mas só talvez", disse um enigmático Scolari, que também não quis se estender em suas mudanças ou estilo de jogo ao argumentar que não desejava dar pistas ao adversário.
A única semelhança será na concentração, aspecto fundamental para Scolari para alcançar o êxito, embora também deseje que sua equipe tenha mais a posse da bola que o rival, de quem destacou a periculosidade de suas bolas rápidas, assim como suas ações ofensivas com a bola parada. Outros elementos que deve conduzir sua equipe para terminar com sucesso a partida de quartas-de-final de amanhã são, uma "boa defesa e uma saída de bola rápida" que dificulte o trabalho dos ingleses. Também não quis falar sobre sua continuidade e cortou o assunto. "Primeiro vamos jogar e depois falar. Agora só importa o jogo de amanhã", limitou-se a assinalar.
Diante a possibilidade que no estádio haja mais torcedores ingleses ao terem adquirido as entradas pela Internet, Scolari ressaltou o poder de superação do povo português e pôs um exemplo muito didático. "Se em 45 mil espectadores, só houver um de Portugal tenho certeza que fará esforços para ser notado mais que todos os demais", assegurou.
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