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O técnico da seleção inglesa, o sueco Sven-Goran Eriksson, disse nesta sexta-feira, um dia após ser eliminado da Eurocopa diante de Portugal na decisão por pênaltis, que não tem intenção de deixar o cargo, embora reconheça que "superar o trauma da eliminação levará tempo".
"Perder o jogo na decisão por pênaltis foi muito duro, principalmente após estarmos vencendo a partida a oito minutos do final", disse o técnico.
Sobre sua permanência no cargo, Eriksson afirmou já planeja a preparação da equipe para as eliminatórias da próxima Copa do Mundo, em 2006. "Isso é o que penso fazer, a não ser que a Federação Inglesa queira outra coisa."
"Em três anos e meio só perdemos três partidas oficiais, e as três de forma estranha", acrescentou Eriksson, referindo-se às quartas-de-final da Copa do Mundo de 2002 diante do Brasil, à estréia da Eurocopa diante da França e ao jogo de ontem contra Portugal, nas quartas-de-final da competição.
O técnico não concorda com as críticas que a equipe possa receber por não ter segurado a vantagem com o gol marcado logo no início do jogo por Michael Owen.
"Os jogadores fizeram bem seu trabalho em todos as partidas e não tenho nada a dizer contra."
Eriksson não quis comentar o gol de Campbell anulado a poucos minutos do final do tempo regulamentar. "Tenho o costume de não dar opinião sobre os juízes."
O treinador sueco ainda procurou minimizar a cobrança de pênalti desperdiçada por David Beckham.
"Acredito que seu pé esquerdo escorregou. Teve azar. Se tivesse outro pênalti ele bateria outra vez. No treino anterior treinamos pênaltis e sabíamos que se houvesse a disputa ele bateria", acrescentou.
Beckham perdeu dois pênaltis na Eurocopa de Portugal. Na primeira partida contra a França e nas quartas-de-final diante dos anfitriões.
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