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Com receio de perder alguns de seus principais jogadores para as últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, o técnico Márcio Fernandes vem reduzindo a carga de treinamentos. O método do treinador consiste em atividades de menor esforço, como o "dois toques", finalizações e o treino alemão, onde três equipes trocam passes num espaço de campo reduzido.
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Esta forma de trabalhar já gerou muitas críticas ao comandante alvinegro, que expôs os seus motivos para a realização destes treinamentos ao invés do tradicional coletivo. "Estamos no final do ano e tudo fica mais difícil. Os jogadores chegaram ao nível máximo de rendimento. Se fizéssemos esse tipo de treino, não sei o que esse desgaste poderia acarretar", explicou.
Segundo Márcio Fernandes, com este tipo de trabalho, os atletas chegam mais inteiros para as partidas. "São treinamentos tranqüilos, de menor intensidade, para que possamos tê-los 100% durante os jogos", comentou.
Mesmo com uma carga menor de esforço, o técnico santista gosta de, uma vez por semana, realizar um jogo-treino. E justamente em uma partida destas, nesta quinta-feira, contra os Juniores, com um pouco mais de intensidade, o zagueiro Domingos sentiu uma lesão no ligamento colateral do joelho e teve que deixar o campo, virando dúvida para o duelo com o Internacional, domingo, na Vila Belmiro.
Este tipo de atitude adotada pelo atual comandante do time da Vila Belmiro contrasta com o trabalho que era feito pela comissão técnica de Cuca, antecessor de Fernandes.
Durante a inter-temporada do Santos, os jogadores chegaram a trabalhar em três períodos. Alguns integrantes do elenco sofreram com o método de Cuca, caso do atacante Lima, que teve uma lesão no púbis, e do meia Róbson, que por um pedido do ex-treinador forçou uma volta aos gramados antes do prazo normal de recuperação, mas não foi feliz, pois teve um estiramento muscular que o afastou dos jogos durante dois meses.
Apesar de ser constantemente elogiado pelo grupo, o técnico do Santos minimiza a mudança de metodologia e destaca a melhora do convívio entre os atletas como responsável pela melhora da equipe na competição. "O ambiente é outro. Vocês (jornalistas) podem falar melhor do que eu", concluiu Márcio Fernandes.
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