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Terça, 18 de novembro de 2008, 17h15  Atualizada às 20h55
Luxemburgo vai ao MP e promete "não parar"
 
Tossiro Yamamoto
Direto de São Paulo
 
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Um dia depois de entrar com representação de lesão corporal por uma agressão sofrida por membros de uma torcida organizada do Palmeiras, o técnico Vanderlei Luxemburgo foi ao Ministério Público na tarde desta terça-feira e prometeu dar continuidade no processo contra alguns integrantes da Mancha Alviverde.

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Em reunião com o promotor Paulo Castilho, acompanhado também de seu advogado Antonio Carlos Catta-Preta, Luxemburgo disse que está brigando pelo bem do futebol após dizer que foi agredido por manifestantes no Aeroporto de Congonhas, durante o embarque da delegação alviverde para o Rio de Janeiro, na última sexta-feira.

"Vim dar continuidade àquilo que nós iniciamos na semana passada. Por tudo o que antecedeu a agressão, o fato em si e depois. Nós não vamos parar pois precisamos tomar atitudes em benefício do futebol brasileiro", disse o treinador do Palmeiras, no Ministério Público, na região da Barra Funda.

Ao lado também de outras autoridades de segurança do Estado, Luxemburgo disse que agora é o momento para se fazer justiça e punir os agressores. "Vim aqui para dar seguimento ao que começamos. Agora é o momento de não deixar esfriar as coisas porque estas pessoas não podem ganhar do futebol", afirmou.

Depois de se reunir com o promotor e seu advogado, Luxemburgo destacou que sua briga nos bastidores não é contra as torcidas organizadas e destacou que acusa apenas algunas integrantes da Mancha Alviverde que se envolveram no episódio do embarque para o Rio.

"É claro que nas torcidas organizadas nem todos são vândalos, tem quem goste das organizadas. Agora o Palmeiras é muito grande, tem 10 milhões de torcedores", disse o treinador, que chegou a dizer que o planejamento do Palmeiras está "deteriorado" após os seguidos tropeços no Campeonato Brasileiro, mas destacou que a vaga para a Libertadores da América ainda está próxima.

"O processo que era muito bonito, hoje está deteriorado. O Palmeiras estava disputando o título e ainda tem possibilidade de ir para a Libertadores. A verdade é que se causou um transtorno muito grande no clube por 20 ou 30 pessoas. Mas eu não vou parar", repetiu o treinador, que sofreu uma fissura no cotovelo - comprovada em Raio-X exibido pelo médico do Palmeiras, Rubens Sampaio, nesta terça, em São Paulo.

O comandante alviverde também deixou claro que o episódio no Aeroporto de Congonhas foi algo pensado pelos membros da organizada e que se trata de uma ação que já havia sido planejada logo após a derrota para o Grêmio, há duas semanas.

Luxemburgo disse que alguns torcedores pediram ao assessor do clube uma reunião particular com apenas quatro pessoas após a partida, o que foi negado pelo treinador. "Quando fui campeão (paulista) ninguém quis se reunir comigo. Mas eles deixaram claro que se encontrariam por bem ou por mal", finalizou.
 

Redação Terra