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Palmeiras
Terça, 18 de novembro de 2008, 19h22  Atualizada às 22h15
Luxemburgo detalha agressão: vieram com peitadas
 
Tossiro Yamamoto
Direto de São Paulo
 
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O técnico do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo, detalhou na tarde desta terça-feira, após reunião com o promotor Paulo Castilho no Ministério Público, o momento da agressão que sofreu de torcedores durante o embarque para o Rio de Janeiro, no Aeroporto de Congonhas, na última sexta-feira.

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Conforme as declarações do treinador, que sofreu ameaça de torcedores através de telefonemas desde a última quarta-feira e chegou ao aeroporto com seu carro particular, quem o avisou da presença de alguns integrantes da torcida organizada Mancha Alviverde foi seu auxiliar-técnico Nei Pandolfo.

"Quando eu estava chegando, o Nei me passou no rádio que tinham alguns torcedores lá. Aí me preveni, avisando os policiais o que poderia acontecer, tanto que depois o pessoal do Garra e do GOE foi lá nos dar um apoio", disse o comandante alviverde.

Em contato com a delegada responsável pela segurança do aeroporto, Luxemburgo afirmou ter obtido a sugestão de que se dirigisse para uma sala. Ele não concordou e disse que não era ele quem tinha que se esconder, pois a delegação palmeirense precisava viajar para trabalhar.

"Identifiquei que tinha alguns caras com camisas do Palmeiras. Mas tinha um foco de pessoas que normalmente não se identificam como passageiros, de bermuda, camiseta e sem mala", adiantou.

"Quando fui me dirigir para a delegação, vieram os quatro com a camisa do Palmeiras e os outros focos começaram a vir junto e não respeitaram a polícia, já dando peitada e partindo para sugestão, (dizendo) 'seu filho da p..., tem que dar satisfação para nós, somos torcedores'".

"A primeira pessoa que eu identifiquei bem forte, que chegou cara-a-cara comigo e me agredindo verbalmente e para ir às vias de fato foi um rapaz que estava com o braço quebrado. E o presidente da torcida ficou afastado, olhando toda a movimentação".

Luxemburgo ainda explicou o motivo da fissura no cotovelo direito. "Na briga, você corre para lá, para cá, caí e bati com o braço no chão", concluiu o treinador, que deve realizar novos exames ainda nesta semana.

Segurança de Lulinha

De acordo com o promotor Paulo Castilho, no momento do embarque da delegação palmeirense, havia membros do Serviço de Inteligência do governo federal.

A razão, ele lembra, é pela segurança pessoal do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luís Cláudio, auxiliar de preparação física do Palmeiras. Lulinha, como é conhecido, trabalha com Luxemburgo desde o início do ano.

"Havia (no aeroporto) inclusive a própria segurança do filho do presidente, o Serviço de Inteligência, que são as pessoas que trabalham descaracterizadas", disse o promotor.
 

Redação Terra