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 Jornais portugueses destacam o jogo em suas capas |
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Um dia depois da dolorosa derrota de 1 a 0 para a Grécia, na final da Eurocopa, Portugal amanheceu triste e ao mesmo tempo orgulhoso com o vice-campeonato. Nesta segunda-feira, os principais jornais do país se dividem entre esses dois sentimentos e ainda deslumbram um futuro brilhante para a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari.
O esportivo A Bola trouxe um editorial para amenizar a dor pelo revés. "Está na hora de secar as nossas lágrimas e seguir em frente. Portugal vencido, não convencido. Desistir agora? Nem pensar. Vamos embalar e pensar nos Jogos Olímpicos, onde temos uma medalha para conquistar, e ainda nos preparar para o Mundial-2006, que começa logo a seguir. O Europeu marcou apenas o aparecimento de um grande Portugal...", diz o texto
O jornal, entretanto, não deixou de admitir que a derrota foi bastante dolorida. "Uma lágrima corria, certamente, no rosto de cada português ao cair da tarde. Sofrimento que se estendia a cada rua, dor que se vivia em cada canto."
O Correio da manhã foi outro que destacou o orgulho com a campanha na Eurocopa. "Foi-se o título, mas ficou uma equipe" é a manchete do jornal. "O sonho do Euro 2004 acabou, mas ficará sempre a memória de uns dias vividos com paixão à volta de um campo de futebol. Os espectadores do estádio Luz prestaram à equipe uma grande homenagem. Merecida."
O Público adotou a mesma linha, manchetando "Valeu a pena", mas também cutucou o técnico Luiz Felipe Scolari. "Ontem foi também o dia em que Otto Rehhagel (técnico grego) provou que definitivamente é melhor treinador que o agora endeusado Scolari. Voltou a ganhar dele na estratégia e, desta vez, até o venceu no que o brasileiro tinha mostrado ser a sua principal força, a capacidade de motivar."
O diário "O Jogo" fez uma comparação entre a derrota de ontem e a do Brasil para o Uruguai, na final da Copa do Mundo de 1950, em pleno Maracanã. "Tal como o Brasil em 1950, Portugal estava pronto para festejar, pois só havia um resultado possível para a final disputada em casa. Nada podia falhar. Um gol gelou o Brasil, mas não destruiu o Maracanã; um gol matou o sonho português, mas não pode valer mais do que isso. Quem sabe haverá nova oportunidade..."
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