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O caso da punição por doping do volante Rodrigo Souto já tem prazo para acabar. Em 13 de janeiro, no México, a Corte Arbitral do Esporte (CAS) irá julgar o atleta, inicialmente punido por ter tido uma substância derivada da cocaína extraída do seu exame de urina. Depois desta audiência, Souto saberá se sua suspensão inicial de dois anos será mantida ou se estará definitivamente livre da acusação de doping.
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O jogador, que havia sido punido pela Fifa, conseguiu uma liminar que o permitiu continuar jogando normalemente no Campeonato Brasileiro. E há cerca de três semanas, o advogado Bichara Neto, que está representando o Santos e o jogador neste caso, conseguiu uma vitória no CAS, liberando provisoriamente o meio-campista para a disputa de partidas internacionais.
Segundo explicou o gerente jurídico do Santos, Mário Mello, na tarde desta quinta-feira, a tática da defesa será a mesma utilizada no último julgamento: alegar que houve desrespeito às normas de realização dos exames, além de falha no direito de defesa do atleta. Além disso, segundo os santistas, o laboratório, onde o exame de Rodrigo Souto foi realizado, não era credenciado pela Conmebol.
O advogado do time da Vila Belmiro ainda admitiu que, apesar do CAS e da Conmebol não entrarem em um acordo sobre o caso, esta audiência marcada para o ano que vem não terá como ser contestada pela entidade que rege o futebol na América do Sul.
"O que acontece é que a Conmebol tem um regulamento obsoleto e por isso sempre reluta em acatar as decisões do CAS. Só que desta vez vai ser diferente. Se o CAS entender que deve dar o caso como encerrado, a Conmebol não poderá fazer mais nada com relação a esse assunto", comentou Mello.
Desde o começo da polêmica, Souto sempre negou que tenha feito uso de substâncias proibidas, levantando a hipótese de uma eventual sabotagem no exame positivo de doping feito na Bolívia após a partida contra o San José, pela Libertadores deste ano.
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