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O Clube Hípico Santo Amaro está adotando medidas severas contra práticas que violem o bem estar dos animais que participam das provas disputadas no centro eqüestre. A instalação de câmeras nas pistas e padock para flagar métodos dolorosos para os cavalos saltarem obstáculos maiores, maior fiscalização e maior número de análise de amostras de sangue para evitar o doping são algumas das ações adotadas pelo clube.
"São medidas profiláticas para impedir que outras pessoas possam cometer maus-tratos contra os animais", diz Duílio Martins, presidente da entidade.
Vale lembrar que em agosto, o famoso cavaleiro Rodrigo Pessoa foi suspenso até janeiro de 2009 e teve o quinto lugar na Olimpíada de Pequim cassado por causa de um exame antidoping positivo em sua montaria durante os Jogos de Pequim.
A substância encontrada no cavalo Rufus, montado pelo brasileiro, foi a nonivamide, que faz parte da família do antiinflamatório capsaicina. A pomada tem agente de propriedades hipersensíveis e que aliviam a dor. A substância está na lista proibida da Federação Equestre Internacional (FEI) e cogita-se que possa ser usada para estimular o cavalo a saltar obstáculos maiores.
O doping da montaria de Pessoa foi o segundo da equipe brasileira nos Jogos de Pequim, seguindo o caso de Bernardo Alves, que foi excluído ainda durante a Olimpíada. A substância encontrada no cavalo Chupa Chup 2 foi a capsaicina. Para detectar substâncias probidas, a Hípica Santo Amaro irá fazer mais testes anti-doping em todas as suas competições.
"Com todas estas medidas, queremos dar um exemplo para todos os centros hípicos do país", destaca Duílio Martins.
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