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Romário iniciou a temporada de 2008 acumulando as funções de técnico e jogador do Vasco. Encerrou a carreira em fevereiro e, no fim do ano, viu o time de São Januário ser rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Na última segunda-feira, em jogo festivo organizado pelo meia rubro-negro Ibson, em Niterói, o ex-atleta falou pela primeira vez de seu futuro. Com o tom irônico que lhe é peculiar, disse estar com saudade dos bastidores do futebol e se lançou ao mercado. Aos 43 anos, Romário diz que sonha ser dirigente.
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"Espero arrumar um emprego logo. Até porque tenho muita pensão para pagar", brincou o ex-jogador, bem humorado. "Passei a vida inteira no futebol, não sei fazer outra coisa. Voltar como dirigente vai ser importante para mim. É o meu objetivo para o ano que vem", completou Romário, dizendo estar cansado do ano inteiro que tirou de férias.
O rebaixamento do Vasco deixou Romário triste. Artilheiro do Brasileiro pelo time de São Januário em 2000, 2001 e 2005, o ex-atacante acredita que 2009 reserva bons momentos para o torcedor do clube cruzmaltino.
"Lamentei a queda do time. Passei mais de 20 anos lá dentro e sei que a torcida não merecia isso. O mais importante é que o clube está se reforçando. E, independentemente da série que o time vai disputar, o Vasco será sempre grande", comentou.
Apoio a Ronaldo
Recém-contratado pelo Corinthians, Ronaldo entrou na pauta de Romário. Evitando fazer comparações com sua volta ao futebol brasileiro, em 1995, quando detinha o título de melhor do mundo e assinou com o Flamengo, o ex-atacante defendeu a escolha do ex-companheiro de Seleção.
"Ele deve ter um bom motivo para acertar com o Corinthians. Todo mundo sabe que os clubes de São Paulo têm uma melhor estrutura do que os do Rio. Ronaldo passou muito tempo lá fora. Isso talvez tenha pesado", disse.
A indefinição de Edmundo, que anunciou a aposentadoria e estuda proposta de continuar defendendo a camisa do Vasco, também foi assunto. Reticente, Romário não foi tão simpático ao comentar a situação do antigo desafeto. "Ele é quem sabe o melhor para ele. Eu joguei amarradão até os 42 anos. Se ele achar que está bem...".
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