Esportes

> Esportes > Basquete  > NBA

  Personalidades
Ewerthon
Janeth

  Especiais
Copa do Brasil
Copa 2006
Copa América 2007
Dakar 2009
Estaduais 2009
Eurocopa 2008
Formula 1 2008
Libertadores 2009
Jogos Paraolímpicos
Mundial de Futsal
Olimpíada
Pan 07

  Sites relacionados
ESPN
ESPN360
Futex
Futsal

NBA
Segunda, 5 de janeiro de 2009, 11h47  Atualizada às 17h37
Para alguns jogadores da NBA, efeito de Pequim persiste
 
Jonathan Abrams
 
 Últimas de NBA
» Na volta de Leandrinho, Suns vencem Wizards pela NBA
» Recuperado, Leandrinho deve voltar aos Suns neste domingo
» Ala do Pistons sofre lesão e para por tempo indeterminado
» Grizzlies, sem Iverson, perdem mais uma pela NBA
Busca
Busque outras notícias no Terra:

A temporada de LeBron James começou aos poucos - não em termos da qualidade de seu jogo, mas dos minutos que ele passava em quadra nas partidas de pré-temporada. Ele foi um dos 25 jogadores que já eram parte da NBA na temporada passada e participaram da Olimpíada de Pequim, e seu time, o Cleveland Cavaliers, tentava protegê-lo de desgaste excessivo.

» Lakers mantêm série invicta
» Knicks surpreendem Celtics
» Raptors derrotam Magic

"Tentamos dar a LeBron o máximo descanso", disse Mike Brown, o técnico dos Cavaliers. "Ele tem folga em alguns treinos. Teve folga na preparação pré-temporada, na concentração e nos jogos. Batalhamos para limitar sua presença em quadra no período de preparação".

À medida que a temporada regular se aproxima da metade, os resultados de alguns dos jogadores que participaram do torneio em Pequim são contraditórios. Alguns dos atletas olímpicos usaram o torneio como ponto de partida para a nova temporada - metade dos cestinhas atuais da NBA jogaram em Pequim.

Mas, dos 25 atletas da NBA que disputaram a Olimpíada, 17 estão marcando menos pontos esta temporada do que no ano passado. Não é que todos tenham apresentado uma queda muito severa de desempenho - Carlos Boozer, por exemplo, está marcando 0,6 pontos a menos do que na temporada anterior -, mas o argentino Manu Ginobili, o mais prejudicado, agora tem marcado 14,6 pontos por jogo, ante os 19,5 da temporada passada.

Os dois foram prejudicados por lesões, e estão entre os seis jogadores olímpicos que ficaram de fora de ao menos 10 partidas nesta temporada devido a problemas físicos. Apenas a lesão de Ginobili, que ficou de fora dos 12 primeiros jogos do San Antonio Spurs depois de agravar um problema no tornozelo esquerdo, pode ser atribuída diretamente à Olimpíada de Pequim, durante a qual ele defendeu a seleção argentina.

James vem mantendo uma média de 27,5 pontos, pouco abaixo dos 30 pontos por jogo que registrou no campeonato do ano passado, apesar do tempo e viagens dedicadas à conquista da medalha de ouro pelos Estados Unidos.

"Não estou surpreso", disse James no começo da temporada. "Treinei forte na metade do ano. Sabia que seria um período complicado - me recuperar de uma temporada difícil, jogar direto a olimpíada e voltar para a nova temporada-, mas estava preparado".

A ligeira queda de pontuação pode ser atribuída ao fato de que alguns jogadores, como James e Kobe Bryant, estão arremessando menos porque seus times vêm vencendo por margens largas em algumas partidas. Os jogadores também podem estar tentando conservar as forças para a longa temporada que se seguirá aos seus esforços olímpicos.

"Ao longo dos anos, há uma tendência de que isso aconteça", disse Mike Dunleavy, técnico do Los Angeles Clippers. "Eles começam mais devagar. Não quer dizer que vão terminar mais devagar, mas já passaram por algum esforço e desgaste, e grande empenho mental, o que pode resultar em um começo mais lento".

Dunleavy sabe do que está falando. Chris Kaman, o pivô de sua equipe, está afastado com uma lesão no pé esquerdo. Os Clippers não gostaram da decisão de Kaman de defender a seleção da Alemanha na Olimpíada, depois de sofrer diversas lesões na temporada passada. O jogador descobriu meses antes dos jogos que tinha ancestrais alemães distantes e por isso poderia servir à seleção do país.

Kaman decidiu jogar para ter o que fazer no verão, e pela oportunidade de viajar. Outras atletas declararam que não podiam abrir mão da oportunidade de representar seu país, não importa quais fossem as repercussões.

"Foi um grande momento na minha vida", disse Yao Ming, do Houston Rockets, que jogou pela China. "Nós nos preparamos por muito tempo, e acho que nos saímos muito bem. Estou orgulhoso pelo meu país e pelo povo chinês".

"É claro que, quando você decide jogar no que seriam as suas férias, as coisas ficam mais difíceis, especialmente porque eu tive uma lesão, eu passei por uma cirurgia. Creio que tenha enfrentado dificuldades no primeiro mês da temporada, e agora estou recuperando minha confiança e minha força".

De fato, a Olimpíada pode ter estimulado alguns jogadores cujas temporadas 2007/8 na NBA terminaram prematuramente por motivo de lesão. Yao perdeu as últimas partidas da temporada passada depois de sofrer uma fratura por estresse em seu pé esquerdo. "De certas maneiras, isso o ajudou", disse o técnico Rick Adelman, dos Rockets. "Ele tinha de se preparar tanto para a Olimpíada quanto para a temporada".

Depois de sofrer uma lesão no joelho esquerdo, Dwayne Wade, do Miami Heat, liderou os Estados Unidos em pontuação durante os Jogos Olímpicos. Ele vem sendo o principal cestinha da NBA na temporada, com média de 28,8 pontos por partida. "Creio que a situação varie", diz David Stern, o comissário da NBA. "Mas em termos gerais a experiência e o trabalho de equipe envolvidos beneficiam os nossos jogadores".

Ainda assim, disputar uma olimpíada pode ser uma experiência desgastante - em termos emocionais, mentais e físicos-, especialmente porque parece emendar uma temporada à seguinte. Os jogadores norte-americanos tinham o fardo adicional de reconquistar a posição de maior potência do basquete mundial, objetivo realizado com a derrota da Espanha que lhes deu a medalha de ouro.

Muito antes disso, Jerry Colangelo, o diretor executivo da seleção norte-americana de basquete, havia solicitado que os jogadores da equipe se comprometessem a dedicar três anos à seleção a fim de restaurar o brilho do basquete norte-americano. Boozer diz: "Foi realmente uma batalha, mas tínhamos o desafio de realizar esse objetivo. Para nós, se tratava acima de tudo de um desafio coletivo".

Tradução: Paulo Migliacci ME


 

The New York Times