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O diretor de futebol do Corinthians, Mário Gobbi, está desiludido com o futebol e deve encerrar sua experiência como dirigente nos próximos dias. O cartola admitiu estar decepcionado com os bastidores do esporte e, saturado da auto-flagelação que acontece, sairá após as eleições presidenciais corintianas, marcadas para janeiro.
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"Eu me decepcionei profundamente com o pequeno mundo do futebol. No Corinthians, há uma ciumeira muito grande com relação a este cargo, então é difícil cuidar disso internamente. O meio é difícil, porque se você coloca alguma frase que possa gerar dúvida, é questionado; sua vida pessoal é bisbilhotada; você é réu até que prove ser inocente", reclamou Gobbi à Rádio Record.
O dirigente foi um dos cinco fundadores do grupo Renovação e Transparência, sendo responsável por redigir o projeto e as metas que guiariam o Corinthians após a saída de Alberto Dualib e o rebaixamento à Série B. Um ano mais tarde, Gobbi se mostra desgastado e desiludido com os rumos que pode tomar a administração alvinegra.
"Talvez eu não tenha sido claro, mas no Corinthians há uma política de auto-destruição entre a gente. A política deveria ser feita com propostas de construção, mas não. Há um auto-flagelamento no centro nervoso de quem vive o cotidiano do clube. Se resultado não vier, é inevitável que o desgaste será grande para o diretor de futebol", explicou.
Por isso, Mário Gobbi admite a hipótese de não integrar mais a diretoria do presidente Andrés Sanchez caso este seja reeleito no pleito marcado para dia 14 de janeiro. "O mal das pessoas é que acham que são donas de algo, e não sou dono de nada. Ninguém vai ser diretor o resto da vida. Se o presidente achar que devo ficar e convidar, vamos sentar e conversar. Se ele achar que deve mudar, é livre", complementou.
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