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Quinta, 8 de janeiro de 2009, 07h15  Atualizada às 07h20
Pai de Jade espera ajuda do Fla em tratamento
 
Danielle Rocha
 
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Esperança é a palavra que norteia o pensamento do pai de Jade Barbosa. Não só com relação à recuperação da grave lesão que a ginasta tem no punho direito, mas no que diz respeito à manutenção da equipe de ginástica, mesmo com o momento difícil pelo qual passa o Flamengo. A expectativa de Cesar é que o clube possa ajudar a filha em um possível tratamento nos EUA.

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recursos na ginástica

"O Flamengo sempre investiu no esporte e os dirigentes sempre deram um jeito. Se não continuar, não haverá lugar onde treinar porque a Jade não volta para a Seleção permanente. Só vai para Curitiba antes das competições. Já penso na possibilidade de desviar a atenção do meu filho, que também é ginasta, para outra coisa. Tenho analisado até que ponto vale a pena ser atleta no Brasil porque o investimento não chega até ele", afirmou.

A mágoa com a Confederação Brasileira segue intacta. Cesar acha que a entidade "tem que pagar o 'conserto'". Você coloca sua filha sob a responsabilidade de um médico e acha que ele é bom. Mesmo que tenha assinado qualquer coisa, saúde é saúde e nada justifica como a entregaram", disse.

A assinatura a que ele se refere é do contrato que o responsável por ginastas menores de idade assinam quando elas integram a Seleção permanente com cláusulas que falam sobre riscos de lesões e possibilidades de dispensa.

"Nos Estados Unidos ele é bem mais rigoroso e se o pai de um atleta de lá é medroso nem assina a ficha. Aqui nós não deixamos de atender os atletas lesionados. Não vimos os exames e o clube ainda não nos contactou para ver o que pode ser feito em termos de ajuda. Não tenho nada contra a Jade, é um baita talento e quero que volte a treinar, e acho que ela não tem nada contra mim", afirma Eliane Martins, supervisora da Seleção, lembrando que a ginasta, em fotos de 2004, antes da Seleção, já usava proteção no mesmo punho.

"Qual o problema de usar a proteção? Não é desculpa. Há exames em máquinas ultramodernas e ela fazia uma ressonância por mês", diz Cesar.
 

O Dia

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