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Apesar da fraca campanha do Brasil no Mundial de handebol masculino, o ponta Felipe Borges conseguiu fazer um bom papel no torneio disputado na Croácia e terminou a competição com o terceiro lugar da artilharia.
De quebra, o jogador do CAI Aragon, da Espanha, teve a terceira melhor média de roubadas de bola.
Felipe marcou 61 gols em nove jogos e teve a média de 1,4 desarme por partida. O atleta disse ter ficado surpreso com seu desempenho pessoal na competição.
"Não esperava esses resultados. Fui para o Mundial visando fazer o melhor possível e ajudar a seleção brasileira, mas fiquei muito feliz por terminar entre os primeiros na artilharia e no roubo de bola, que é uma das minhas principais características", disse.
O ponta disse que o fato de atuar em um clube espanhol foi importante para fazer um bom papel no torneio.
"Senti que estava melhor nesse Mundial do que em 2007, na Alemanha. Estava mais maduro, livre dentro da quadra e com liberdade para jogar. Isso foi determinante para alcançar esses bons resultados individuais. Além disso, apesar de pouco tempo na Espanha, jogar na Europa ajudou muito no meu crescimento tanto como jogador, quanto pessoal", disse.
Apesar de o Brasil ter conseguido apenas o 21º lugar na classificação, Felipe acredita que a equipe possa obter melhores resultados nos próximos mundiais.
"Neste Mundial, tínhamos chances de obter uma classificação melhor, mas a falta de entrosamento e experiência do grupo fez muita diferença, principalmente em uma competição como essa, de altíssimo nível", disse.
"Mesmo com um grupo jovem, fizemos bons jogos contra as principais equipes europeias e mostramos que temos condições de vencê-las. Acredito que, se continuarmos trabalhando com empenho e dedicação, temos chances de chegar em um lugar onde nenhuma outra geração chegou", afirmou.
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